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Biossoluções podem gerar R$ 232 bi e 276 mil empregos no Brasil

Segundo relatório, país pode liderar corrida global por esse tipo de tecnologia

Vinícius Murad, da CNN Brasil, em São Paulo
Vista da floresta amazôniza em Belém  • 10/08/2025 REUTERS/Anderson Coelho
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O setor de biossoluções — tecnologias baseadas em microrganismos, enzimas e proteínas — pode movimentar R$ 232,6 bilhões e gerar 276 mil empregos no Brasil até 2035, segundo projeções divulgadas nesta terça-feira (14) no relatório “O Valor das Biossoluções: Crescimento e Prosperidade até 2035”.

O levantamento estima um crescimento superior a 200% no impacto econômico do setor no país em uma década.

Em 2024, as biossoluções já geraram R$ 77,9 bilhões em impacto econômico e 95 mil empregos diretos e indiretos. A pesquisa mostra que cada posto de trabalho nessa indústria cria, em média, 1,6 vagas adicionais em setores relacionados, o que a coloca entre as cadeias mais multiplicadoras dentro da bioeconomia.

O estudo destaca que o mercado global pode atingir R$ 5,5 trilhões e mais de 5 milhões de empregos até 2035, com destaque para aplicações em agricultura, alimentos, saúde, energia e indústria.

O Brasil aparece como um dos países com maior potencial de expansão, impulsionado pela base agrícola e pelo avanço de tecnologias verdes.

As biossoluções já estão presentes em mais de 30 segmentos produtivos, reduzindo o uso de insumos fósseis, o consumo de água e o desperdício de matérias-primas. Especialistas alertam, porém, que o país precisa acelerar políticas para destravar o crescimento do setor — como a Estratégia Nacional de Bioeconomia, linhas de crédito específicas e a agilização de aprovações regulatórias para novas enzimas e culturas.

O relatório aponta que, com políticas adequadas, o Brasil pode consolidar-se como referência global na transição para a bioeconomia, ampliando exportações, inovação e geração de empregos verdes. A corrida mundial já está em curso, e o país tem condições de definir o ritmo dessa transformação.

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