Biossoluções podem gerar R$ 232 bi e 276 mil empregos no Brasil
Segundo relatório, país pode liderar corrida global por esse tipo de tecnologia

O setor de biossoluções — tecnologias baseadas em microrganismos, enzimas e proteínas — pode movimentar R$ 232,6 bilhões e gerar 276 mil empregos no Brasil até 2035, segundo projeções divulgadas nesta terça-feira (14) no relatório “O Valor das Biossoluções: Crescimento e Prosperidade até 2035”.
O levantamento estima um crescimento superior a 200% no impacto econômico do setor no país em uma década.
Em 2024, as biossoluções já geraram R$ 77,9 bilhões em impacto econômico e 95 mil empregos diretos e indiretos. A pesquisa mostra que cada posto de trabalho nessa indústria cria, em média, 1,6 vagas adicionais em setores relacionados, o que a coloca entre as cadeias mais multiplicadoras dentro da bioeconomia.
O estudo destaca que o mercado global pode atingir R$ 5,5 trilhões e mais de 5 milhões de empregos até 2035, com destaque para aplicações em agricultura, alimentos, saúde, energia e indústria.
O Brasil aparece como um dos países com maior potencial de expansão, impulsionado pela base agrícola e pelo avanço de tecnologias verdes.
As biossoluções já estão presentes em mais de 30 segmentos produtivos, reduzindo o uso de insumos fósseis, o consumo de água e o desperdício de matérias-primas. Especialistas alertam, porém, que o país precisa acelerar políticas para destravar o crescimento do setor — como a Estratégia Nacional de Bioeconomia, linhas de crédito específicas e a agilização de aprovações regulatórias para novas enzimas e culturas.
O relatório aponta que, com políticas adequadas, o Brasil pode consolidar-se como referência global na transição para a bioeconomia, ampliando exportações, inovação e geração de empregos verdes. A corrida mundial já está em curso, e o país tem condições de definir o ritmo dessa transformação.


