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    Bolsa brasileira supera – de longe – desempenho de pares globais em 2022

    Em dólar, Ibovespa valorizou quase 12% no ano, contra quedas acentuadas como a da Nasdaq, que derreteu 33% no período

    Em dólares, Ibovespa registrou avanço de 11,97% em 2022 contra queda de 33% da Nasdaq
    Em dólares, Ibovespa registrou avanço de 11,97% em 2022 contra queda de 33% da Nasdaq Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

    Ligia Tuondo CNN Brasil Business

    Com alta acumulada de 4,68% no ano, a Bolsa de Valores brasileira destoou de seus pares em 2022, num momento em que o mercado acionário global sofre com inflação e taxas de juros em alta nas principais economias do mundo.

    Após dois anos amargando queda, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, registrou no ano uma rentabilidade superior até de índices norte-americanos, como mostra o gráfico abaixo, feito pela Agência TradeMap.

    Convertendo o índice brasileiro para dólares, o que permite uma comparação mais fiel com os demais na moeda norte-americana, o Ibovespa registrou avanço de 11,97% em 2022, contra quedas acentuadas dos americanos Dow Jones (-8,58%), S&P (-19,24%) e Nasdaq (-33,03%).

    Na mesma linha, o MSCI All-Country World, índice de ações que reúne quase 3.000 ações em 48 países de mercados desenvolvidos e emergentes, derreteu mais de 20% neste ano.

    Rentabilidade em dólares do Ibovespa e pares globais
    Rentabilidade em dólares do Ibovespa e pares globais / TradeMap

    Com inflação global em alta e persistente, bancos centrais globais subindo os juros, o Brasil passou a ser a “bola da vez”, destaca a XP em relatório recente.

    “As ações brasileiras se beneficiaram de uma tríplice combinação de: 1) rotação global de crescimento para valor; 2) forte exposição a commodities e bancos; e 3) múltiplos de entrada muito baixos (preço por Lucro projetado ao redor das mínimas dos últimos 10 anos)”.

    Com isso, houve uma grande entrada de capital estrangeiro em ativos brasileiros, que já acumula cerca de R$ 100 bilhões até agora, destaca o relatório.

    “Esse fluxo foi o que sustentou a alta do Ibovespa no ano, que chegou a subir 16% em reais e quase 40% em dólares no ano; enquanto o Real continua como a melhor moeda do ano com uma valorização de 7,2% contra o dólar”.