Bolsas da Ásia fecham mistas, com salto do Alibaba em Hong Kong e dúvidas sobre economia chinesa

Mercados na China ficaram no vermelho, após balanços fracos de empresas locais e queda no lucro industrial do país no primeiro bimestre abafarem otimismo com ritmo de recuperação da economia

Sergio Caldas, do Estadão Conteúdo
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As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira (29), com a de Hong Kong impulsionada por ações do Alibaba e a de Xangai pressionada por dúvidas sobre a recuperação da China.

O índice Hang Seng liderou os ganhos na Ásia, com alta de 2,06% em Hong Kong, a 20.192,40 pontos, à medida que a ação do Alibaba saltou mais de 12%, um dia após o gigante do comércio eletrônico chinês anunciar que vai desmembrar suas operações em seis grupos distintos.

Com o segundo melhor desempenho do dia, o japonês Nikkei subiu 1,33% em Tóquio, a 27.883,78 pontos, graças em especial a papéis de tecnologia e do setor automotivo.

Já o sul-coreano Kospi avançou 0,37% em Seul, a 2.443,92 pontos, com a ajuda de investidores institucionais, e o Taiex garantiu alta de 0,43% em Taiwan, a 15.769,76 pontos.

Na China continental, por outro lado, os mercados ficaram levemente no vermelho, após uma série de balanços fracos de empresas locais e uma expressiva queda no lucro industrial do país no primeiro bimestre abafarem o otimismo com o ritmo de recuperação da economia chinesa desde a reversão da chamada política de "covid zero".

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto recuou 0,16%, a 3.240,06 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve perda marginal de 0,05%, a 2.103,37 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana se recuperou de perdas do começo do pregão, após dados de inflação alimentarem expectativas de que o banco central do país -- conhecido como RBA -- possa interromper seus aumentos de juros no próximo mês. O S&P/ASX 200 avançou 0,23% em Sydney, a 7.050,30 pontos.

Dados oficiais mostraram que a taxa anual de inflação ao consumidor na Austrália desacelerou para 6,8% em fevereiro, ante 7,4% em janeiro e 8,4% em dezembro.

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