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    Bolsas da Europa fecham em queda de mais de 1%, com impasse da dívida nos EUA e BoE pressionado por inflação

    Índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 1,82%, a 457,64 pontos

    Bolsa de Londres recebeu pressão adicional da inflação persistente no país
    Bolsa de Londres recebeu pressão adicional da inflação persistente no país Reuters

    Laís Adriana*, do Estadão Conteúdo

    As bolsas da Europa fecharam em queda de mais de 1% nesta quarta-feira (24) diante da cautela em meio ao impasse pelo teto da dívida nos Estados Unidos. Os negócios foram pressionados também pela ainda elevada inflação ao consumidor (CPI) no Reino Unido, que pressiona o Banco da Inglaterra (BoE) a seguir com o ciclo de aperto monetário por mais tempo.

    O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 1,82%, a 457,64 pontos.

    Segundo a CMC Markets, a aversão ao risco reflete o impasse no teto da dívida dos EUA. A CMC ainda aponta que, nesta sessão, as bolsas europeias registraram sua maior perda em um único dia desde março. O índice FTSE 100, em Londres, perdeu 1,75%, a 7.627,10 pontos, no menor nível em seis semanas, de acordo com a CMC.

    A Bolsa de Londres recebeu pressão adicional da inflação persistente no país. Nesta quarta, dados do ONS, como é conhecido o órgão de estatísticas do país, revelaram que a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) desacelerou de 10,1% em março a 8,7% em abril, contudo, em ritmo menor do que o esperado. O núcleo de inflação, no entanto, acelerou à taxa anual de 6,2%.

    Para a Capital Economics, isto significa que será muito difícil para o BoE não elevar os juros básicos durante a reunião monetária de junho. Em entrevista no Wall Street Journal CEO Council Summit, o presidente do BoE, Andrew Bailey, reforçou seu compromisso com a estabilidade de preços e afirmou que a persistência do núcleo inflacionário deve ser o foco do BC britânico.

    Na Alemanha, a queda acentuada no índice Ifo de sentimento das empresas em maio, a 91,7 pontos, surpreendeu o mercado, pesando sobre a Bolsa de Frankfurt e levando o índice DAX a cair 1,92%, a 15.842,13 pontos, no fechamento.

    Segundo o Commerzbank, o resultado não veio fora dos parâmetros já sinalizados por outros dados, como o PMI, e sustenta a projeção de que o país deva sofrer uma recessão técnica no segundo semestre de 2023.

    Ainda no radar, a Bloomberg reportou que diversos grandes bancos europeus passaram pelas primeiras rodadas de um importante teste de estresse.

    Apresentações iniciais à avaliação bienal da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) mostram que os índices de capital de vários credores estão mais altos do que em exercícios anteriores sob o chamado cenário adverso, disseram pessoas com conhecimento do assunto.

    Em Paris, o CAC 40 caiu 1,70%, a 7.253,46 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 2,39%, a 26.524,54 pontos. Em Madri, o Ibex 35 recuou 1,12%, a 9.163,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 1,00%, a 5.955,77 pontos. As cotações são preliminares.