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    Brasil abre 195.171 vagas de trabalho formal em março, mostra Caged

    Dado do mês é resultado de 2.168.418 admissões e 1.973.247 desligamentos

    Tamara Nassifda CNN

    em São Paulo

    O Brasil abriu 195.171 vagas de trabalho formal em março, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. No mês anterior, 241.785 postos foram criados.

    O dado do mês passado é resultado de 2.168.418 admissões e 1.973.247 desligamentos. A expectativa do mercado, segundo pesquisa da Reuters, era de criação líquida de 100 mil empregos.

    Na comparação anual, foram gerados 96.385 postos a mais do que em março de 2022, quando 98.786 empregos formais foram criados no país — alta de 97,6%.

    O estoque de empregos formais, que corresponde à quantidade desse tipo de vaga ocupada atualmente no país, chegou a 42.970.598, ante 42.770.781 no mês anterior.

    Com o resultado de março, o primeiro trimestre do ano fechou com criação de 526.173 vagas de trabalho formais — queda de 15,03% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram criadas 619.318 vagas.

    Serviços seguem em destaque

    O setor de serviços liderou novamente em criação de vagas de emprego formais no mês passado. Segundo o Caged, foram 122.323 postos, com destaque para a Administração Pública (defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais), que criou 44.913.

    Na sequência, vem Construção Civil, com saldo de 33.641 vagas, Indústria, com 20.984, e Comércio, com criação de 18.555 postos em março. Apenas o setor da Agropecuária ficou no negativo no mês, com contração de 322.

    Salário médio

    O salário médio das admissões de março, em todo território nacional, foi de R$ 1.960,72 — queda de 1,51%, ou de R$ 30,06 em relação ao mês anterior, quando estava em 1.990,78.

    Em março do ano passado, o salário médio real estava em R$ 1.954,63.

    Regiões

    Todas as cinco regiões do país registraram saldos positivos no mês passado. O Sudeste liderou a pesquisa, com criação de 113.374 postos, ou 0,52% a mais do que em fevereiro, seguido pelo Sul, com 37.441 postos (0,47%).

    Depois, veio Centro-Oeste (22.435, alta de 0,60%), Nordeste (14.115, de +0,20%) e Norte (10.077, de +0,49%).

    Segundo a pesquisa, 22 das 27 unidades da Federação (UFs) registraram saldos positivos no mês passado. Entre os estados, os destaques ficam com São Paulo, que gerou 50.768 vagas, seguido por Minas Gerais, com 38.730, e Rio de Janeiro, com 19.427.

    Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte foram os que menos geraram empregos formais, com desligamentos na ordem de 5.266, 815 e 78, respectivamente.