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    BRF e empresa saudita concluem criação de joint venture para produção de carne halal

    Segundo a companhia brasileira, criação da parceria comercial reforça estratégia da empresa de deixar de ser uma exportadora ao país saudita para se tornar uma fornecedora local de produtos de carne

    Participação da BRF na nova empresa será de 70%
    Participação da BRF na nova empresa será de 70% REUTERS/Rodolfo Buhrer/File Photo/File Photo

    Da CNN*

    São Paulo

    Em meio ao fortalecimento de laços com a Arábia Saudita, a BRF, uma das principais companhias de alimentos brasileira, concluiu a criação de uma joint venture com a Halal Products Development Company (HPCD), uma empresa parte do Fundo de Investimento Público (PIF, na sigla em inglês) do país.

    No total, a participação da BRF na nova empresa será de 70%, enquanto a HPDC ficará responsável pelos 30% restantes, segundo a companhia brasileira.

    De acordo com a BRF, a criação da parceria comercial reforça a estratégia da empresa de deixar de ser uma exportadora ao país saudita para se tornar uma fornecedora local de produtos de carne.

    A Arábia Saudita importou uma média anual de 564.476 toneladas de produtos brasileiros de frango na década encerrada em 2022, conforme informações da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

    No ano passado, porém, o país comprou menos de 340 mil toneladas, e ficou em quarto lugar entre os principais destinos de frango do Brasil, atrás dos Emirados Árabes Unidos, Japão e China.

    Segundo a BRF, o objetivo da joint venture é desenvolver a indústria de carne halal na região, que envolve alimentos que devem ser produzidos de acordo com as exigências muçulmanas.

    “A consolidação da joint venture representa um passo muito importante e estratégico para a atuação global da BRF em um mercado de extrema relevância para a companhia. A empresa segue consistente no desenvolvimento da região e da indústria de alimentos halal como um todo”, afirma Marcos Molina, presidente do Conselho da BRF no comunicado da empresa.

    Como parte da negociação, a BRF afirmou que irá estabelecer uma “Sede de Negócios Halal, um Centro de Inovação em Alimentos Halal e um Centro de Excelência”, em um local ainda não determinado.

    Procurada pela CNN, a BRF não informou o valor da negociação e nem detalhou quanto a joint venture pretende investir no empreendimento.

    Fundo saudita adquiriu parte da BRF

    Em julho deste ano, a Companhia Saudita de Investimento Agrícola e Pecuário (Salic, na sigla em inglês), pertencente ao fundo soberano da Arábia Saudita, adquiriu 10,7% da BRF em uma oferta subsequente de ações (“follow-on”) da empresa, que captou R$ 5,4 bilhões.

    O fundo adquiriu 180 milhões de ações da companhia pelo valor de 1,27 bilhão de riyal saudita (cerca de R$ 1,74 bilhão, na conversão atual).

    Segundo a empresa brasileira, a negociação faz parte do compromisso com a “segurança alimentar do reino” e faz parte dos planos de ampliar a presença global e local na Arábia Saudita.

    O histórico de negociações entre a BRF e a Arábia Saudita remonta à década de 1970, quando a BRF iniciou as exportações para a região com a marca Sadia.

    Em 2009, a empresa brasileira montou uma rede própria de distribuição no país, onde também adquiriu uma unidade de processamento de alimentos há três anos.

    Segundo a BRF, no segundo trimestre de 2023, a empresa foi líder nas exportações de frango no mercado halal para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês). Além da Arábia Saudita, o GCC inclui países como Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwai, Omã e Bahrein.

    Veja também: No G20, Arábia Saudita aponta interesse em investir no Brasil

    *Publicado por Amanda Sampaio, da CNN. Com informações da Reuters.