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    BRF investiu R$ 231,8 milhões em ações ESG em 2022, diz relatório

    Valor foi 17,5% acima dos R$ 197,3 milhões aplicados em 2021

    Clarice Couto, do Estadão Conteúdo

    A BRF investiu no ano passado R$ 231,8 milhões em ações socioambientais, relacionadas às mudanças climáticas, a água e resíduos, bem-estar animal e projetos sociais nas comunidades em que está presente, 17,5% acima dos R$ 197,3 milhões aplicados em 2021. Os dados fazem parte do Relatório Integrado de 2022 da empresa, divulgado na manhã desta segunda-feira (29).

    Do montante investido no ano passado, R$ 41 milhões se destinaram a medidas de bem-estar animal, sendo R$ 33 milhões em incentivos para granjas integradas e R$ 8 milhões para as próprias – a empresa reporta que colocou fim à castração cirúrgica no plantel de suínos.

    Também alcançou rastreabilidade de 100% de seus fornecedores diretos de grãos provenientes da Amazônia e Cerrado e 45% dos fornecedores indiretos desses mesmos biomas até o fim do ano passado. No primeiro trimestre de 2023, o porcentual de fornecedores indiretos rastreados subiu para 75%.

    Desde 2019, a empresa pública relatórios integrados, que reúnem informações financeiras e de sustentabilidade, seguindo as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e da IFRS Foundation, bem como os indicadores do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e da Task Force on Climate-Related Financial Disclosures (TCFD).

    “O processo de transformação, iniciado em 2022, foi essencial para que as bases de evolução da BRF possam sustentar com solidez todo o potencial da nossa empresa. Continuaremos empenhados em maximizar os resultados de maneira consistente ao longo do tempo”, disse em comunicado o CEO Global da BRF, Miguel Gularte.

    O vice-presidente de Gente, Sustentabilidade e Digital da BRF, Alessandro Bonorino, explicou que a companhia vem levando em conta não somente riscos e impactos não financeiros para seus stakeholders, como também a ótica financeira. “Estamos incorporando a sustentabilidade cada vez mais às decisões e estratégias da companhia”, diz Bonorino. A empresa trata agora não somente da agenda ESG (meio ambiente, social e governança), mas da EESG (sendo o primeiro E referente à aspectos econômicos).

    Dentro de seu plano Net Zero 2040, a BRF reduziu em 26% suas emissões absolutas de gases de efeito estufa nos escopos 1 (emissões diretas) e 2 (referentes ao consumo de energia elétrica) em comparação ao ano-base (2019).

    Sobre as emissões de gases de efeito estufa do escopo 3, relacionadas a seus fornecedores, a empresa informou que avançou no mapeamento de tais emissões, tendo em vista seu compromisso de ser “Net Zero” até 2040.

    “Registramos aumento de 5% nas fontes mapeadas até o momento frente a 2020 (ano-base), sob influência da retomada das viagens corporativas e do aumento significativo de resíduos enviados para tratamento externo por meio de compostagem”, diz a empresa no relatório.

    O compromisso Net Zero da companhia prevê reduzir, até 2030, 35% de suas emissões diretas (Escopo 1) e relativas a consumo de energia elétrica (Escopo 2), e 12,3% das emissões indiretas, da cadeia de fornecedores da empresa (Escopo 3). Até 2040, o compromisso é neutralizar emissões residuais.

    Em 2022, a companhia registrou prejuízo das operações continuadas de R$ 3,142 bilhões, ante lucro de R$ 437 milhões de 2021. A receita líquida no ano passado somou R$ 53,805 bilhões, alta de 11,3% ante 2021.