Cemig corta em 13% os investimentos para este ano devido à pandemia de Covid-19
Aporte estimado para 2020 agora é de R$ 1,75 bilhão; incertezas associadas à propagação do vírus também terá reflexo sobre o plano de venda de ativos da empresa

A Cemig decidiu cortar em 13% os investimentos previstos para 2020, agora estimados em R$ 1,75 bilhão, em meio a medidas para preservar o caixa devido aos impactos da pandemia da Covid-19, disseram executivos da estatal mineira de energia em teleconferência nesta segunda-feira (18).
Incertezas associadas à propagação do vírus e seus efeitos sobre a economia brasileira e mundial também terão reflexos sobre o plano de venda de ativos da Cemig, que vinha buscando se livrar de negócios não essenciais para reduzir o endividamento.
"Entendemos que não é o momento adequado para falar de alienação de ativos nesse ambiente, apesar de a companhia manter seu programa de desinvestimentos", disse o diretor financeiro da companhia, Leonardo George de Magalhães.
O executivo apontou ainda que a Cemig pretende reduzir sua exposição cambial, após ter registrado perdas no primeiro trimestre devido aos impactos da dívida em moeda estrangeira, mas ressaltou que o momento de estresse nos mercados exige "parcimônia" nesse movimento.
"A Cemig está atenta a essa questão e, passada a pandemia, vai tomar todas as ações necessárias para reduzir sua exposição cambial", afirmou.
*Com informações da Reuters
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