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    Conselho da Petrobras aprova plano estratégico sem “cavalo de pau”

    Plano não atendeu intenção do novo governo de investir parte do lucro e reduzir repasses a acionistas

    Pedro Duranda CNN

    no Rio de Janeiro

    O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o plano estratégico com as linhas de condução da companhia para os próximos cinco anos: 2023 a 2027. O documento não traz nenhuma mudança muito significativa nas diretrizes da companhia.

    Ao contrário, prevê a manutenção da política de distribuição de dividendos para acionistas que já foi duramente criticada por integrantes da equipe de transição do futuro governo federal.

    A CNN apurou com fontes que participaram da construção do plano e da reunião que as linhas estratégicas da companhia e pilares defendidos pela atual gestão vão continuar em vigor até pelo menos o novo governo trocar os conselheiros, presidente e diretores e promover uma mudança na toada atual da companhia.

    Isso inclui não só a distribuição de boa parte dos lucros aos acionistas, mas também o plano de venda de refinarias e os atuais mecanismos de controle e transparência.

    Durante a longa reunião do Conselho de Administração que terminou pouco depois das 19h, muitos questionamentos foram feitos, dos dois lados, tanto os que defendiam maior distribuição de dinheiro a quem tem papéis da companhia, quanto dos que defendem mais cautela e os riscos dessa política atual de não promover investimentos tidos como significativos.

    Uma das críticas foi ao valor de pouco mais de US$ 3 bilhões para o ‘plano de descarbonização’, visando energias limpas, renováveis e sustentáveis. Há um receio de parte dos conselheiros que as questões ambientais tenham papel secundário com uma parcela pequena de investimento perto do montante de recurso que gira na companhia.

    Apesar dos questionamentos, o plano foi aprovado pelos conselheiros e será apresentado nesta quinta-feira (1º) aos acionistas. Um fato relevante ao mercado deve ser divulgado ainda nesta quarta-feira (30) informando da decisão.

    O futuro governo de Lula (PT) deve ter obstáculos burocráticos e precisará enfrentar travas internas para mudar o rumo da Petrobras. É que as recentes alterações de regras internas da companhia preveem justamente um processo longo e minucioso para a troca de conselheiros e diretores, motivo pelo qual as gestões da Petrobras sob Bolsonaro (PL) não conseguiram fazer mudanças significativas nas diretrizes básicas da estatal.

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