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    Costa Filho descarta privatização em Santos, mas buscará atuar como “ponte” entre Planalto e Tarcísio

    Interlocução do Ministério de Portos e Aeroportos com Tarcísio deve ser facilitada agora que o chefe da pasta não é mais um potencial adversário do governador de SP nas eleições de 2024

    Tarcísio de Freitas, quando foi ministro da Infraestrutura, desejava privatizar o Porto de Santos
    Tarcísio de Freitas, quando foi ministro da Infraestrutura, desejava privatizar o Porto de Santos Divulgação/Portal Governo Brasil

    Daniel RittnerTainá Farfanda CNN

    Brasília

    O novo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), acertou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que a privatização do Porto de Santos (SP) não será rediscutida em sua gestão, segundo interlocutores próximos relataram à CNN.

    No entanto, a ideia de Costa Filho é “criar pontes” entre a administração federal e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que pertence ao mesmo partido do futuro ministro.

    Tarcísio, como ministro de Infraestrutura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), promoveu estudos para a desestatização da Autoridade Portuária de Santos. Ele defendia a construção de um túnel entre Santos e o Guarujá como contrapartida exigida do vencedor da privatização.

    Nos primeiros meses do governo Lula, Tarcísio pediu à gestão federal que fosse dada continuidade ao processo de desestatização — o que foi rechaçado pelo ministro demissionário de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB).

    O túnel Santos-Guarujá foi incluído no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com modelagem a ser definida, mas usando recursos públicos integral ou parcialmente.

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    Segundo relatos feitos à CNN, Costa Filho descarta revisitar o assunto, mas quer uma relação mais próxima entre o Palácio do Planalto e o Palácio dos Bandeirantes, aproveitando o fato de que ele e Tarcísio são correligionários.

    A avaliação, em Brasília, é que ajuda no processo o fato de que a pasta não será mais comandada por mais um potencial adversário de Tarcísio nas urnas em 2026. Márcio França, que foi ao segundo turno na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em 2018 e perdeu a eleição para o Senado em 2022, cogita uma nova candidatura ao governo de São Paulo daqui a três anos.

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