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    Desaceleração na América Latina também é efeito da liderança na alta dos juros, diz FMI

    Segundo o economista-chefe do fundo, países da América Latina elevaram os juros mais cedo do que muitas economias avançadas, o que está pesando na atividade econômica

    Economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas
    Economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas 12/04/2023. REUTERS/Ken Cedeno/File Photo

    Aline Bronzati, correspondente, do Estadão Conteúdo

    O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Pierre-Olivier Gourinchas, disse nesta terça-feira (25) que a desaceleração do ritmo de crescimento da América Latina e Caribe neste ano tem como pano de fundo a resiliência da região em 2022, mas também o efeito dos juros maiores, que subiram antes e mais do que em países desenvolvidos.

    “Muitos países da América Latina elevaram os juros mais cedo do que muitas economias avançadas e, às vezes, aumentando as taxas muito mais do que outros países. E isso também está pesando na atividade econômica”, afirmou Gourinchas, em coletiva de imprensa, nesta terça-feira para comentar relatório do fundo, no qual atualiza seu documento Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado em abril último.

    De acordo com ele, além desses impactos, algumas economias da América Latina também têm sentido o efeito da queda nos preços das commodities, o que pesa no setor de exportação.

    Em linha com a melhora em suas projeções econômicas globais, o FMI revisou para cima o crescimento da América Latina e Caribe em 2023, para alta de 1,9% ante 1,6%. Em 2022, a economia da América Latina e Caribe apresentou expansão de 3,9%. Para 2024, o FMI manteve a expectativa de crescendo de 2,2% para a região.