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    Diferença de gênero pode acabar apenas em 2154, aponta Fórum Econômico Mundial

    Novo relatório do Fórum Econômico Mundial estima que as mulheres não atingirão a paridade com os homens por mais 131 anos

    Índice de Diferença de Gênero do FEM mede a paridade de gênero em 146 países e em quatro áreas
    Índice de Diferença de Gênero do FEM mede a paridade de gênero em 146 países e em quatro áreas Freepik

    Alicia Wallaceda CNN

    O progresso em alcançar a igualdade global de gênero está definhando. Um novo relatório do Fórum Econômico Mundial (FEM) estima que as mulheres não atingirão a paridade com os homens por mais 131 anos. Em outras palavras, não até 2154.

    A diferença geral de gênero — uma medida de igualdade nos domínios da economia, política, saúde e educação — diminuiu apenas 0,3% em comparação com o ano passado, de acordo com o “Global Gender Gap Report 2023” do FEM, divulgado na quarta-feira (21).

    O “progresso morno” no fechamento dessas lacunas e as indicações de queda de paridade em áreas como a economia criam um “caso urgente para uma ação renovada e concertada”, escreveu Saadia Zahidi, diretora-gerente do FEM, no relatório.

    “Os últimos anos foram marcados por grandes retrocessos para a paridade de gênero globalmente, com o progresso anterior interrompido pelo impacto da pandemia de Covid-19 sobre mulheres e meninas na educação e na força de trabalho, seguido por crises econômicas e geopolíticas”, escreveu Zahidi.

    “Hoje, algumas partes do mundo estão passando por recuperações parciais, enquanto outras estão experimentando deteriorações à medida que novas crises se desenrolam.”

    O Índice de Diferença de Gênero do FEM mede a paridade de gênero em 146 países e em quatro áreas: participação e oportunidade econômica, realização educacional, saúde e sobrevivência e empoderamento político.

    A paridade geral melhorou 4,1 pontos percentuais desde que o FEM lançou o índice, em 2006.

    Embora o relatório mostre progresso nas áreas de escolaridade e aumentos nas categorias de saúde e sobrevivência e empoderamento político, a lacuna de participação econômica mostrou alguma regressão, soando o alarme de uma “crise pós-pandêmica”, segundo o relatório.

    “A recuperação do choque e da policrise decorrente tem sido lenta e, até agora, incompleta, e o contexto atual, aliado às mudanças tecnológicas e climáticas, corre o risco de causar mais regressão no empoderamento econômico das mulheres”, segundo o relatório.

    “Não apenas milhões de mulheres e meninas estão perdendo acesso e oportunidades econômicas, mas essas reversões também têm amplas consequências para a economia global”.

    O FEM estima que levará 169 anos para alcançar a paridade econômica global e 162 anos para a paridade política.

    Apenas nove países fecharam pelo menos 80% de sua lacuna: Islândia, Noruega, Finlândia, Nova Zelândia, Suécia, Alemanha, Nicarágua, Namíbia e Lituânia.

    Pelo 14º ano, a Islândia é o país com maior igualdade de gênero ao fechar 91,2% de sua lacuna, de acordo com o FEM.

    Os Estados Unidos estão em 43º lugar, com uma pontuação de paridade de 74,8%.

    O país caiu no ranking geral em relação ao ano passado (quando estava em 27º lugar com 76,9% de paridade) como resultado de uma queda acentuada no índice de empoderamento político, que mede a distância entre homens e mulheres nos níveis mais altos do processo de decisão política.

    “Acelerar o progresso em direção à paridade de gênero não apenas melhorará os resultados para mulheres e meninas, mas também beneficiará economias e sociedades de forma mais ampla, revivendo o crescimento, impulsionando a inovação e aumentando a resiliência”, escreveu Zahidi.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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