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    Discussão sobre PEC do Estouro está mal conduzida, diz economista

    Marcos Lisboa, presidente do Insper, disse também que o Brasil precisa de uma reforma tributária quanto antes

    Diego Mendesdo CNN Brasil BusinessProduzido por Letícia Britoda CNN

    São Paulo

    Nesta sexta-feira (25), o presidente do Insper, Marcos Lisboa, falou com a CNN Brasil e ressaltou a importância de uma reforma tributária feita de forma responsável pelo próximo governo.

    Na visão de Lisboa, a aprovação desta reforma é mais do que necessária. Ele explica que o Brasil tem um esquema tributário sobre consumo completamente disfuncional, levando à baixa produtividade, ao baixo crescimento, além de gerar uma disputa entre o fisco e os consumidores que é negativa.

    Mas, o especialista questiona qual reforma tributária passará no congresso. “Vai para uma alíquota única, onde muitos países têm crescentemente adotado, ou vai para mais uma coisa torta, com várias distorções?”.

    Para ele, se descuidar dos detalhes, vai se permitir a preservação do sistema disfuncional, por isso o ideal é cuidar de todos os detalhes. “O diabo está nos detalhes: vai seguir com a PEC 45?”, questionou.

    Vale ressaltar que a PEC 45 foi citada por Fernando Haddad nessa sexta-feira (25) em um almoço promovido pela Febraran. Ele prometeu uma reforma tributária em 2023, começando pelos impostos sobre o consumo. E foi específico: “a PEC 45, que unifica o ICMS”. Também disse que vai revisar os gastos públicos, sem dar detalhes.

    Lisboa falou ainda sobre A PEC do Estouro e afirmou que o texto tem muitos problemas de desenho. Ele disse que o projeto foi feito de uma maneira errada, pois uma política social deve-se ter o cuidado de como executá-la. “[Tem que saber] quem recebe e quais são as condições para evitar o que está acontecendo neste momento”, pontua.

    Lisboa diz que a discussão no entorno da PEC está mal conduzida. “Os valores são preocupantes, por isso espero que o pragmatismo e o bom senso ajudem a entender [o projeto]”. O economista avalia que o país não pode correr o risco der ter de volta a inflação e uma dívida subindo mais do que o necessário.

    Referente aos juros, Lisboa destacou que as taxas estão muito altas e se manter a PEC do Estouro como está, vai prejudicar ainda mais os investimentos, o crescimento e a geração de emprego no país.