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    Economia da China se recupera em 2022 com desempenho melhor que o esperado

    Produção industrial avançou 7,5% em janeiro e fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior; vendas no varejo cresceram 6,7%

    Banco central da China em Pequim
    Banco central da China em Pequim 28/09/2018REUTERS/Jason Lee

    Reuters

    A economia da China recuperou-se nos dois primeiros meses de 2022, com importantes indicadores superando as expectativas de analistas, embora o salto nos casos de Ômicron, fraqueza do setor imobiliário e as incertezas globais pesem sobre as perspectivas.

    A produção industrial avançou 7,5% em janeiro e fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior, ritmo mais forte desde junho de 2021 e ante avanço de 4,3% em dezembro, mostraram nesta terça-feira (15) dados da Agência Nacional de Estatísticas.

    A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 3,9%.

    As vendas no varejo cresceram 6,7% na comparação anual em meio ao aumento da demanda durante o feriado do Ano Novo Lunar e a Olimpíada de Inverno. Também foi o melhor resultado desde junho do ano passado e superou a expectativa de alta de 3,0% e o ganho de 1,7% visto em dezembro.

    O forte desempenho da segunda maior economia do mundo pode ter permitido a manutenção nesta terça-feira pelo Banco do Povo da China das taxas de juros, disse em nota Iris Pang, economista-chefe do ING.

    O banco central chinês deixou inalterada a taxa de seu instrumento de empréstimo de médio prazo, frustrando as expectativas de corte, embora os investidores acreditem que as autoridades podem retomar em breve o afrouxamento monetário para impulsionar a economia.

    A agência de estatísticas chinesa divulga os dados combinados de janeiro e fevereiro para ajudar a aliviar as distorções causadas pelo feriado do Ano Novo Lunar, que neste ano caiu no início de fevereiro.

    O investimento em ativo fixo aumentou 12,2% em janeiro e fevereiro sobre o mesmo período do ano anterior, contra expectativa de alta de 5,0% e crescimento de 4,9% em 2021. O dado foi o mais alto desde julho do ano passado.

    O investimento em infraestrutura subiu 8,1%,