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    Enel SP cortou 36% dos empregados desde 2019

    Universo de clientes atendidos pela elétrica italiana cresceu 7% na região metropolitana; empresa nega que tenha reação às emergências menos eficiente que no passado

    Fernando Nakagawa

    A italiana Enel comprou a antiga Eletropaulo em meados de 2018. No fim daquele ano, a empresa foi rebatizada. Desde então, a conta de luz de milhões de paulistanos passou a exibir o mesmo nome da empresa que fornece eletricidade a Roma e Milão. Outras coisas também mudaram, e o número de empregados diminuiu 36% desde 2019.

    Dados apresentados pela Enel São Paulo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) coletados pela CNN revelam que o número de colaboradores foi uma das grandes mudanças nesses cinco anos de nova gestão.

    Em 2019, eram 23.835 funcionários, entre próprios e terceirizados que vinham da antiga Eletropaulo. O dado mais recente da companhia mostra que, desde então, a equipe que atende os quase 8 milhões de clientes na Grande São Paulo diminuiu 36%.

    Em 30 de setembro de 2023, eram 15.366 colaboradores, sendo 3.863 empregados próprios da Enel SP e 11.503 terceirizados, segundo relatório enviado aos investidores. Houve, portanto, corte de 40% na folha de pagamentos da própria Enel e redução de 34% nos terceirizados.

    Ao mesmo tempo, o universo de clientes atendidos pela elétrica italiana cresceu 7% na Região Metropolitana de São Paulo. Atualmente, a empresa soma 7,85 milhões de consumidores, entre residências e empresas, na região.

    A queda no número de funcionários somada ao aumento da base de clientes resulta em outra mudança que pode influenciar a capacidade da empresa de responder às situações de emergência.

    Em 2019, a Enel SP tinha um empregado para cada grupo de 307 clientes. Hoje, cada funcionário trabalha para atender 511 consumidores. Nessa conta, cada consumidor é uma residência ou empresa – independentemente do número de ocupantes.

    Enel nega piora do serviço

    Procurada, a Enel nega que tenha uma reação às emergências menos eficiente que no passado. “A companhia está com uma resposta de recuperação da rede mais efetiva do que em 2019”.

    A companhia argumenta que, em 2019, a reação após fortes chuvas conseguiu religar a energia de 650 mil clientes em até 24 horas. Em 2023, a capacidade de reação foi mais ampla, com quase 1 milhão de consumidores reconectados.

    “Naquele ano (2019), em uma situação de fortes chuvas, a Enel São Paulo restabeleceu o fornecimento de energia para 650 mil clientes em até 24 horas. No último sábado (4), após a ventania de mais de 100km/h – a mais intensa registrada nos últimos anos com danos severos à rede de distribuição – 960 mil clientes tiveram o fornecimento de energia normalizado em 24 horas”, cita a empresa em nota à CNN.

    A elétrica diz, ainda, que tem realizado investimento médio de R$ 1,3 bilhão por ano, contra média de R$ 800 milhões observada antes da chegada da empresa italiana.

    “Esse volume recorde de investimento está sendo destinado, principalmente, à digitalização e automação da rede elétrica, o que tem refletido na melhora dos indicadores de qualidade e na eficiência da companhia”, cita a nota, que lembra que os dados de qualidade têm apresentado melhora nos últimos cinco anos, e estão em patamares superiores às metas regulatórias da Aneel.

    A empresa não respondeu diretamente à CNN as questões sobre a redução do número de empregados.

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