Após corte da Selic, Brasil deixa de ter a maior taxa de juros reais do mundo; veja lista

País ocupava o topo do ranking desde outubro de 2022; México assume liderança

Amanda Sampaio, da CNN, São Paulo
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Após mais um corte na taxa básica de juros, anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) nesta quarta-feira (20), o Brasil deixou o topo do ranking de maior taxa de juros reais do mundo — posto que ocupava desde outubro de 2022.

A redução anunciada foi de 0,50 ponto percentual (p.p.). Com isso, a Selic cai de 13,25% para 12,75% ao ano.

Com a alteração, o México passa a liderar a lista, que leva em conta as 40 principais economias do mundo, e o Brasil passa para a segunda posição.

A pesquisa é feita mensalmente pelo economista Jason Vieira e divulgada na plataforma MoneYou.

Os juros reais são a conta considerando a taxa de juros descontada da inflação, e, mais do que a taxa bruta, é o número que de fato tem efeito sobre a economia.

Com a Selic agora em 12,75%, os juros reais brasileiros ficaram em 6,40%, atrás apenas do México, com 6,61%.

Na sequência dos dois países, aparecem a Colômbia e a Hungria, com juros reais de 5,10%, e 5,05%, respectivamente.

O cálculo leva em consideração tanto a inflação quanto os juros futuros, estimados pelo mercado para 12 meses à frente, já que é a tendência futura dessas duas variáveis o que realmente influencia tanto o andamento da economia quanto as decisões do Banco Central (BC) para a Selic.

Para a taxa brasileira, a metodologia usou a inflação projetada para os próximos 12 meses pelo mercado e coletada pelo Boletim Focus, do Banco Central, que é de 4,10%.

Os juros usados foram a taxa de juros DI com vencimento em outubro de 2024, data mais próxima com o maior número de negociações.

Veja a seguir a lista completa:

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