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    BC precisa de “muito mais confiança” no processo desinflacionário para acelerar corte de juros, afirma dirigente

    Diogo Guillen também destacou que a situação dos juros nos Estados Unidos põe o Copom em abordagem mais cautelosa

    Comentários vieram depois de o BC ter cortado os juros de 13,25% para 12,75% na semana passada
    Comentários vieram depois de o BC ter cortado os juros de 13,25% para 12,75% na semana passada 22/03/2022REUTERS/Adriano Machado

    da Reuters

    O diretor de Política Monetária do Banco Central, Diogo Guillen, disse nesta sexta-feira (29) que a autarquia precisaria de “muito mais confiança” no processo desiflacionário para acelerar o ritmo de corte de juros, e destacou que a situação dos juros nos Estados Unidos põe o Copom em abordagem mais cautelosa.

    Falando em evento do banco HSBC, Guillen disse as decisões do Comitê de Política Monetária dependerão dos dados econômicos e que o ciclo de política monetária será o necessário para elevar a inflação à meta.

    Segundo Guillen, para o BC acelerar cortes, precisaria haver ancoragem das expectativas e o hiato do produto deveria ter abertura maior, estabelecendo um processo que indicasse novo perfil de inflação.

    Seus comentários vieram depois de o BC ter cortado os juros de 13,25% para 12,75% na semana passada, com a sugestão de que repetirá a mesma dose de flexibilização da Selic nas duas reuniões de política monetária restantes deste ano.

    Veja também: Maioria é contra fim do parcelamento sem juros, diz pesquisa