Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Bitcoin tem nova queda e fica abaixo de US$ 20 mil pela primeira vez desde 2020

    Setor de criptomoedas entrou em tendência de desvalorização em meio ao temor de uma recessão econômica global

    Fabrício JuliãoJoão Pedro Malardo CNN Brasil Business* em São Paulo

    O bitcoin caiu abaixo de US$ 20.000 neste sábado (18), atingindo o menor patamar desde dezembro de 2020. O movimento de aversão ao risco a investimentos mais arriscados ocorre em meio ao aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e no resto do mundo.

    Por volta das 15h43, a maior criptomoeda do mudo caia 11,14%, cotada a US$ 18.332— o nível mais baixo de negociação em 18 meses. O bitcoin caiu cerca de 59% neste ano, enquanto a criptomoeda rival ethereum teve queda 73%.

     

     

    O Federal Reserve, banco central do país, elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, o maior valor desde 1994, aumentando temores sobre uma possível recessão no país devido ao combate à inflação.

    Na mesma semana, bancos centrais europeus anunciaram altas de juros, e o Banco Central Europeu (BCE) já indiciou que iniciará um ciclo de elevação a partir de julho.

    Os movimentos levam a um cenário de redução de liquidez, incentivando fluxos de investimento para mercados de renda fixa, em especial o norte-americano, e para fora de mercados considerados como arriscados, caso do de criptomoedas.

    O cenário já faz com que alguns investidores falem do início de um “inverno cripto”, caracterizado por um período de esfriamento do mercado de criptomoedas, com ativos em queda. Entretanto, a visão não é consensual, com especialistas focando no potencial de curto prazo dos criptoativos.

    O setor de criptomoeda foi afetado esta semana depois que a empresa de empréstimo de criptomoedas Celsius congelou saques e transferências entre contas.

    Além disso, o setor também sofreu perdas depois que empresas como Coinbase, Gemini e Blockfi anunciaram que demitiram milhares de funcionários à medida que os investidores abandonassem ativos de risco.

    *Com informações da Reuters