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    Wall Street fecha em forte alta, com aprovação do teto da dívida e dados do mercado de trabalho

    Índice Nasdaq atingiu o nível intradiário mais alto em mais de 13 meses e caminhava para sua sexta semana consecutiva de ganhos

    Placa em frente à Bolsa de Valores de Nova York sinaliza Wall Street
    Placa em frente à Bolsa de Valores de Nova York sinaliza Wall Street REUTERS/Brendan McDermid

    Do Estadão Conteúdo

    As bolsas de Nova York fecharam em forte alta nesta sexta-feira (2), com todos os 11 setores do S&P 500 no sinal positivo. O apetite por risco foi acentuado pela aprovação do acordo do teto da dívida no Senado na quinta-feira e o relatório de emprego (payroll) nesta sexta que, mesmo com dados mistos, firmou expectativas de manutenção das taxas de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na próxima reunião.

    O índice Dow Jones fechou em alta de 2,12%, a 33.762,76 pontos; o S&P 500 avançou 1,45%, a 4.282,37 pontos; e o Nasdaq subiu 1,07%, a 13.240,77 pontos. Nas semana, os ganhos foram de 2,02%, 1,83% e 2,04%, respectivamente.

    O clima positivo já vinha desde cedo, no dia seguinte ao aval de senadores ao projeto que suspende o teto da dívida. O presidente dos EUA, Joe Biden, indicou que assinará a proposta assim que chegar a sua mesa, em um movimento que atenuou incertezas nos mercados.

    Os negócios ganharam ainda mais fôlego logo após a divulgação do payroll, que mostrou uma criação de empregos acima do esperado mas a desaceleração nos salário e avanço do desemprego.

    A chance de o Fed pausar o ciclo de aperto monetário neste mês chegou a recuar após o payroll mas não deixou de ser majoritária, e voltou ao nível acima de 70% no fim da tarde, conforme o mercado foi digerindo os dados.

    “Apesar de um ganho de empregos impressionante que superou as expectativas do mercado, os dados n geral continuaram sugerindo que a atividade econômica está desacelerando, ainda que gradualmente”, comentou o Wells Fargo em relatório.

    Os índices foram renovando máximas ao longo do dia, e nem a decisão da Fitch de manter a avaliação de créditos dos Estados Unidos em observação negativa foi suficiente para pressioná-los para o negativo.

    Entre os destaques, o setor de energia ampliou ganhos com a alta do preço do petróleo, às vésperas da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que ocorre neste fim de semana. As petroleiras americanas Chevron e Exxon Mobil, que avançam no acordo para perfurar na Argélia, fecharam com ganhos de 2,69% e 2,32%, respectivamente.

    O segmento de veículos elétricos também foi impulsionado, em meio ao anúncio da General Motors de acordo com a POSCO Future M. O negócio visa a expansão da produção de materiais usados na produção de EVs e a cadeia de suprimento americana. Com isso, as ações da GM subiram 3,82%, as da Tesla avançaram 3,11%, e as da Ford, 2,31%.

    A Apple também subiu 0,33%, a poucos dias da sua conferência anual Apple Worldwide Developers Conference, na qual espera-se que a empresa apresente o seu novo headset de realidade virtual.