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    Wall Street fecha em baixa, com pressão diante das incertezas pela falta de um acordo sobre dívida dos EUA

    Às 11:47 (de Brasília), S&P 500 perdia 0,24%, Nasdaq Composite caia 0,23% e Dow Jones subia 0,01%

    Traders trabalham no pregão da NYSE em Nova York
    Traders trabalham no pregão da NYSE em Nova York Reuters/Brendan McDermid

    do Estadão Conteúdo

    As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta terça-feira (23) em mais uma queda impulsionada pela cautela diante das incertezas geradas pela falta de um acordo sobre o teto da dívida dos Estados Unidos. Há ceticismo sobre o prazo de 1º de junho que as autoridades deram para uma resolução, enquanto congressistas seguem sem concordar sobre quais ajustes terão de ser realizados.

    Além disso, as disputas sino-americanas, que nos últimos dias ganharam importantes contornos no setor de chips, seguem preocupando investidores.

    O índice Dow Jones fechou em queda de 0,69%, em 33.055,51 pontos, o S&P 500 caiu 1,12%, a 4.145,58 pontos, e o Nasdaq recuou 1,26%, a 12.560,25 pontos.

    “As ações dos EUA estão caindo, pois as negociações do teto da dívida atingiram um grande obstáculo e a última rodada de dados econômicos sugere que o processo de desinflação vai começar a ter dificuldades”, afirma Edward Moya, analista da Oanda. O que também está pesando no sentimento é o confronto China-EUA, que pode colocar mais estresse no setor de chips, aponta.

    A China proibiu certas empresas locais dos principais setores de infraestrutura de informação de comprar chips de memória da Micron, citando riscos de segurança nacional. A repressão afeta parte das vendas anuais de cerca de US$ 3 bilhões da Micron na China. Os papéis da empresa recuaram 0,33%.

    Já nesta terça, a Apple anunciou um novo acordo multibilionário com a Broadcom para fabricar componentes de radiofrequência 5G e chips sem fio. A primeira teve queda de 1,52%, enquanto a segunda avançou 1,20%.

    As ações despencaram depois que saiu a informação de McCarthy afirmou que os dois lados não estão perto de um acordo com apenas nove dias restantes até o default. “A fala também nos lembrou do ceticismo que alguns republicanos têm com a data estipulada pela secretária do Tesouro, Janet Yellen, em 1º de junho”, aponta o analista.

    Entre outras empresas, as ações da Chevron subiram 2,89%, depois que os papéis da petroleira ganharam recomendação de compra devido a um acordo de US$ 6 bilhões para a aquisição da PDC Energy.

    A Netflix teve baixa de 1,93%, em dia marcado pelo anúncio do começo das cobranças pelo uso de contas por múltiplos usuários. Enquanto isso, a Microsoft caiu 1,84%, em dia no qual a empresa anunciou que irá incorporar seu buscador Bing ao ChatGPT, seguindo a disputa com o Google.