Compra de alimentos é a principal causa de endividamento do brasileiro, aponta Serasa

Gastos de produtos como roupas, calçados, eletrodomésticos, dentre outros, foi responsável por 46% dos endividamentos por cartão dos consumidores no Brasil

Diego Mendes, da CNN, São Paulo
Accountant calculating profit with financial analysis graphs. Notebook, glasses and calculator lying on desk. Accountancy concept. Cropped view.
53% dos brasileiros endividados dizem que as contas de luz, água e gás representam a maior parcela do seu orçamento mensal  • pch.vector/Freepik
Compartilhar matéria

A principal causa do endividamento dos brasileiros tem sido é a compra de mantimentos, segundo levantamento do Serasa, que analisou o perfil e comportamento dos consumidores endividados no país. No mês de outubro, o destaque foi para as contas básicas.

A pesquisa “Perfil e Comportamento do Endividamento Brasileiro 2023” revelou que, das dívidas contraídas por conta do cartão de crédito, 59% correspondem a gastos de alimentos em supermercados.

Em segundo lugar, a compra de produtos como roupas, calçados, eletrodomésticos, dentre outros, foi responsável por 46% dos endividamentos por cartão dos consumidores no Brasil.

Em seguida, aparecem os gastos com remédios ou tratamentos médicos (37%); compras de alimentos por delivery, como Ifood, Rappi, Uber Eats (21%); e transporte/ combustível (21%).

O levantamento mostrou também que 53% dos brasileiros endividados dizem que as contas de luz, água e gás representam a maior parcela do seu orçamento mensal.

Dos entrevistados, 83% dizem que já atrasaram o pagamento de outro tipo de obrigação financeira, porque tiveram de priorizar o pagamento de uma conta de consumo de casa.

O estudo identificou também que, para a maioria (82%) das pessoas, o valor dessas contas dentro do orçamento chega a até R$ 750 — quase a metade do salário-mínimo, que atualmente está em R$ 1.320.

Atrasos longos no pagamento de dívidas também são comuns entre boa parte dos brasileiros: 74% dos devedores de contas básicas afirmam ter uma pendência atrasada há pelo menos um ano.

Veja também: Saiba como renegociar as dívidas do cartão de crédito

Acompanhe Economia nas Redes Sociais