Dólar sobe 4,43% na semana enquanto Ibovespa perde 5,06%

Principais aspectos que afetaram o mercado nesta semana foram quadro fiscal no Brasil, políticas do Banco Central Europeu (BCE), inflação nos Estados Unidos, commodities e PEC dos combustíveis

Artur Nicoceli, em São Paulo
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O dólar encerrou em alta semanal de 4,43% nesta sexta-feira (10) devido à preocupação dos investidores sobre o quadro fiscal no Brasil, políticas do Banco Central Europeu (BCE) e a inflação nos Estados Unidos. Esse foi o segundo avanço semanal consecutivo da moeda norte-americana.

Já o Ibovespa contabilizou perda de 5,06% nesta semana. O índice repercutiu também as incertezas diante das discussões sobre combustíveis, além da queda no minério de ferro e no petróleo.

No primeiro dia da semana, a moeda norte-americana encerrou em alta de 0,38%. O real foi prejudicado por uma aversão a riscos por parte dos investidores, que estavam cautelosos por conta de possíveis medidas que prejudiquem o quadro fiscal do país por parte do governo federal na tentativa de conter os preços dos combustíveis.

O mesmo motivo também foi responsável pela alta de 1,63% em 7 de junho. Essa foi a maior  alta percentual desde 5 de maio (2,34%).

na quarta-feira (8), o movimento sobre um possível descontrole fiscal e desrespeito ao teto de gastos por parte do governo federal fez com que tivesse uma retirada de investimentos no Brasil. Dessa forma, o dólar teve uma alta de 0,34%.

No dia seguinte, fechou em alta de 0,53%, em uma sessão volátil após fortes ganhos na semana. Os principais fatores de pressão sobre a moeda foram um movimento de retirada de investimentos e a repercussão da reunião do Banco Central Europeu.

Como esperado pelo mercado, a autarquia decidiu sinalizar duas altas de juros em julho e setembro para tentar combater uma inflação recorde, acima de 8%.

A decisão é um elemento adicional para as preocupações sobre uma desaceleração econômica global com altas de juros em diversos países, prejudicial para mercados como o brasileiro.

E, nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana teve alta de 1,48%, depois da inflação dos Estados Unidos em maio superar as expectativas do mercado, voltando a acelerar e atingindo o maior valor desde 1981 no acumulado de 12 meses: 8,6%.

O dado norte-americano reforça apostas em um ciclo mais extenso de alta de juros pelo Federal Reserve.

Ibovespa

O Ibovespa encerrou em queda de 0,82% na segunda-feira (6), também impactado pelo cenário interno de incertezas diante das discussões sobre combustíveis. No dia seguinte, teve uma leve queda de 0,11%

Os mesmos aspectos sobre o cenário doméstico também colocaram o principal índice da B3 em queda de 1,55% na quarta-feira (8).  O que também prejudicou o índice foram ações de mineradoras e siderúrgicas, em especial a Vale, que fecharam em leve baixa.

O minério de ferro mais negociado para entrega em setembro na Dalian Commodity Exchange da China encerrou as negociações diurnas em queda de 0,5%, a 926,50 iuans (US$ 138,85) a tonelada. Na bolsa de Singapura, o contrato de minério de ferro mais ativo de julho caiu 0,2%, para US$ 144,30 a tonelada.

No penúltimo dia da semana, o índice caiu 1,18%, prejudicado pelo cenário doméstico, com fluxo de retirada de capital, e pelos temores quanto à demanda chinesa por minério de ferro.

E, nesta sexta-feira (10), o Ibovespa recuou 1,51%, refletindo tanto as novas expectativas em relação aos juros norte-americanos quanto a queda do minério de ferro na China após novas restrições, afetando ações de mineradoras e siderúrgicas.

*Com informações da Reuters

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