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    Federal Reserve eleva juros dos EUA em 0,75 ponto percentual, para 2,5% ao ano

    Movimento da autarquia reflete um esforço para combater a maior inflação nos Estados Unidos em mais de 40 anos

    João Pedro Malardo CNN Brasil Business em São Paulo

    O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira (27) que elevou a taxa de juros do país em 0,75 ponto percentual. Com isso, ela passa do intervalo de 1,5% a 1,75% ao ano para 2,25% a 2,5%.

    A elevação é a quarta em um ciclo de alta de juros que começou em março de 2022. A taxa iniciou o ciclo em 0% ao ano, e os aumentos são os primeiros desde 2018. Uma alta de 0,75 p.p. já havia sido realizada pelo Fed em junho, no maior valor desde 1994.

    O movimento da autarquia reflete um esforço para combater a maior inflação nos Estados Unidos em mais de 40 anos, alimentada por um descompasso entre oferta e demanda e alta de preços de commodities ligados à pandemia e à guerra na Ucrânia, além de uma demanda elevada com uma economia aquecida e baixo desemprego.

    A decisão seguiu as expectativas do mercado e já havia sido sinalizada por dirigentes do banco central ao longo do mês, depois do Fed ter deixado a opção em aberto após a reunião de junho.

    O mercado segue atento à possibilidade dos Estados Unidos entrarem em recessão devido aos juros altos. Dados recentes indicaram uma possível contração da economia do país mais cedo que o esperado, com investidores apostando agora em um ciclo menos agressivo por parte do Fed.

    De acordo com a autarquia, novas altas de juros no país são “apropriadas” e que está preparada para ajustar a política monetária conforme for necessário para levar a inflação de volta à meta de 2%.

    Entretanto, o Fed destacou que indicadores recentes de produção e ganhos moderaram, mesmo com uma taxa de desemprego baixa e uma geração robusta de vagas, indicando os primeiros efeitos das altas de juros na economia.

    Os dirigentes mantiveram a decisão de acelerar o processo de redução de balanço a partir de setembro, com os cortes passando para US$ 35 bilhões no caso dos títulos de hipoteca e US$ 60 bilhões para títulos do Tesouro.

    O Fed reforçou ainda que as próximas decisões de alta de juros dependerão de informações quanto às “perspectivas econômicas” dos Estados Unidos que serão divulgadas nos próximos meses.

    “As avaliações do Comitê levarão em conta uma ampla gama de informações, incluindo leituras sobre saúde pública, condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação e desenvolvimentos financeiros e internacionais”, diz um comunicado.

    *Com informações da Reuters