Foco agora tem que ser o crédito para pequenas e médias empresas, diz economista
Alessandra Ribeiro, diretora da área de Macroeconomia da Tendências Consultoria, classifica o setor como vital tanto pela produção quanto pelos empregos gerados
O Senado aprovou nesta terça-feira (16) a medida provisória que permite que empresas reduzam salários e jornada de trabalho de seus funcionários ou ainda que suspendam contratos trabalhista devido ao novo coronavírus. A medida é um alívio para empresários, que conseguirão manter empregos durante a pandemia, porém ainda não resolve os problemas da economia brasileira.
Em entrevista para a CNN, Alessandra Ribeiro, mestre em Economia e Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretora da área de Macroeconomia da Tendências Consultoria, defende que o foco das medidas econômicas no Brasil no momento deve ser a disponibilização de crédito para pequenas e médias empresas.
“Temos alguns canais importantes para serem tratados. O primeiro é o próprio quadro da saúde e como afeta a confiança das pessoas. E há toda a questão do canal do crédito, especialmente para que empresas consigam sobreviver a esta fase difícil, reativando suas atividades e voltando a empregar.”
Ela avalia que o setor de pequenas e médias empresas, junto com os informais, são os mais vulneráveis na economia brasileira. Ela ainda entende que o setor é vital do ponto de vista de produção e geração de emprego.
“O ciclo tem que voltar a funcionar e essa retomada passa pelo crédito chegando onde tem que chegar, em segmentos mais vulneráveis como os das pequenas e médias empresas. Outro grupo que devemos ter atenção especial são os de trabalhadores informais, os que mais perderam renda nesta crise.”
(Edição: André Rigue)