Imposto "come-cotas" é cobrado nesta quarta-feira (30)

Tributo é cobrado duas vezes por ano - nos últimos dias úteis de maio e novembro - a investidores com aplicações em fundos de investimentos abertos

Tamara Nassif, em São Paulo
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A cobrança do chamado imposto "come-cotas" acontece, automaticamente, nesta quarta-feira (30). O tributo é cobrado duas vezes por ano -- no último dia útil de maio e no de novembro -- a investidores com aplicações em fundos de investimentos abertos, como forma de coletar os ganhos apurados a cada seis meses.

O apelido vem do mecanismo utilizado pela Receita Federal. Para viabilizar a cobrança, ela "come" uma quantidade de cotas do investidor equivalente ao que é devido em impostos. É uma antecipação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).

Segundo estimativas da plataforma TradeMap, a expectativa é que os R$ 6,93 bilhões, coletados pelo governo em maio, sejam superados agora na arrecadação de novembro, embora ainda não haja um número consolidado entre os especialistas.

O valor do imposto depende do rendimento acumulado no período de referência. Em caso de valorização, o tributo é de 15% sobre o lucro coletado, tratando-se de fundos de longo prazo (superior a 365 dias); nos de curto prazo, em que a carteira de títulos tem prazo médio inferior a um ano, de 20%.

Caso o fundo tenha tido perda, não há cobrança.

O come-cotas incide apenas sobre fundos de renda fixa, juros futuros (DIs), multimercados e cambiais, e que permitem a retirada a qualquer momento.

Na primeira cobrança do come-cotas, a Receita Federal considera a valorização desde a compra das cotas do fundo. Já na segunda, o cálculo é feito sob a diferença dos últimos seis meses.

*Com informações de João Pedro Malar e Wesley Santana

 

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