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    Ibovespa fecha em alta e dólar recua a R$ 4,94 com dados da inflação dos EUA no radar

    Ações da Yduqs (YDUQ3) se destacam com valorização acima de 23% após lucro da empresa quase dobrar no primeiro trimestre

    Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,987 na venda, com queda de 0,55%; o Ibovespa, por sua vez, teve alta de 1,01%, aos 107.113 pontos
    Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,987 na venda, com queda de 0,55%; o Ibovespa, por sua vez, teve alta de 1,01%, aos 107.113 pontos Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

    Da CNN

    O Ibovespa ignorou o clima misto dos principais mercados globais e estendeu os ganhos nesta quarta-feira (10) ao fechar em alta pelo quinto dia seguido. O bom humor foi puxado pela disparada das ações da Yduqs (YDUQ3) e da maior exposição ao risco dos investidores após dados da inflação dos Estados Unidos virem em linha com o esperado pelos analistas.

    O principal indicador do mercado brasileiro fechou o pregão com alta de 0,31%, aos 107.488 pontos. O dólar seguiu o caminho oposto e registrou queda de 0,77%, negociado a R$ 4,949 na venda. Foi a quarta sessão seguida que a moeda norte-americana desvaloriza ante o real.

     

     

    Os papéis da Yduqs se destacaram na sessão ao registrarem alta de 24,3%. A disparada reflete a divulgação de um lucro líquido de R$ 149,5 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de quase 97% ante o mesmo período de 2022.

    Já no cenário internacional, o foco foi a informação de que os preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) subiram 0,4% em abril em relação ao mês anterior, segundo dados Departamento do Trabalho divulgados nesta manhã.

    A alta foi fortemente influenciada pelo aumento dos custos de gasolina e aluguéis, depois que a Arábia Saudita e outros produtores de petróleo da Opep+ anunciaram novos cortes na produção de petróleo, no começo de abril.

    Desde então, porém, as cotações do petróleo apresentam uma tendência de baixa, levando os preços dos combustíveis para baixo à medida que os riscos de uma recessão nos EUA aumentam.

    O núcleo da inflação, que exclui componentes voláteis como alimentos e energia, permaneceu forte e estável em relação à leitura de março, com alta de 0,4%. De acordo com o Departamento do Trabalho, ele foi pressionado por carros e caminhões usados, que aumentaram pela primeira vez desde junho do ano passado.

    Nos 12 meses até abril, o núcleo do índice subiu 5,5%, após avançar 5,6% em março.

    O CPI é um dos principais relatórios de inflação considerados pelas autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na hora de decidir qual será o patamar da taxa de juros. A próxima reunião está marcada para os dias 13 e 14 de junho, e a expectativa do mercado é que a autoridade monetária pause o ciclo de aperto em breve.

    Na semana passada, o Fed elevou a taxa de juros norte-americana em 25 pontos-base, para a faixa de 5% a 5,25%. Embora tenha sinalizado que pode interromper a escalada de apertos, a inflação mais alta e a resiliência do mercado de trabalho tornam improvável um corte ainda neste ano, o que implica em um convívio prolongado com a taxa em um patamar elevado.

    No cenário doméstico, investidores repercutiram os dados da produção industrial em março, divulgados mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa, o setor teve alta de 1,1% no mês passado — o primeiro resultado positivo após dois negativos em sequência.

    Na comparação com março do ano passado, a produção industrial cresceu 0,9%. A expectativa do mercado era de avanço de 0,8% na comparação mensal e de 0,4% em 12 meses, segundo pesquisa da Reuters.

    Na análise de Alberto Ramos, diretor do grupo de pesquisa macroeconômica para América Latina do Goldman Sachs, o setor industrial deve enfrentar “ventos contrários” conforme a taxa Selic em 13,75% ao ano afeta as condições financeiras do país.

    “No futuro, o setor industrial deverá enfrentar ventos contrários pelo impacto defasado de condições financeiras mais apertadas (taxas altas), retornos marginais decrescentes da normalização da atividade “pós-pandemia”, condições de crédito mais exigentes e demanda externa mais fraca”, afirma ele.

    “Do lado positivo, as transferências fiscais significativas para as famílias, o crescimento dinâmico da renda agrícola e a expansão da massa salarial real da economia devem amortecer a esperada desaceleração da atividade.”

    Na véspera, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,987 na venda, com queda de 0,55%. O Ibovespa, por sua vez, teve alta de 1,01%, aos 107.113 pontos.

    Publicado por Tamara Nassif. Com informações da Reuters.