Ibovespa fecha em alta de 0,29% e dólar encerra a R$ 4,75 com commodities no radar

Principal índice da B3 terminou aos 111.350,51 pontos, enquanto a moeda norte-americana teve leve valorização de 0,02%

João Pedro Malar e Artur Nicoceli, em São Paulo
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O Ibovespa fechou em alta de 0,29%, aos 111.350,51 pontos, nesta terça-feira (31), favorecido pelo desempenho positivo de ações ligadas a commodities, em especial ao minério de ferro e ao petróleo.

Enquanto o dólar operou na estabilidade, com leve alta de 0,02%, a R$ 4,754, após fluxo em busca de exportadores de matérias-primas, caso do Brasil. No mês, por outro lado, caiu 3,83% e, em 2022, tombou 14,70%.

O mercado ainda tem no radar o encontro entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell, para falar sobre o quadro inflacionário do país, o pior em 40 anos, e as medidas para combatê-lo.

O Banco Central fez nesta sessão leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de julho de 2022. A operação do BC pode ajudar a dar liquidez na moeda, mas especialistas consultados pelo CNN Brasil Business apontam que o órgão poderia atuar mais para conter a volatilidade do câmbio.

Na segunda-feira (30), o dólar teve alta de 0,31%, a R$ 4,753. Já o Ibovespa fechou em queda de 0,81%, aos 111.032,11 pontos.

Commodities

O minério de ferro manteve uma tendência de alta e fechou com valorização na China, impulsionado pela perspectiva de retomada da economia do país com o fim de lockdowns. Os futuros de minério de ferro revisitam marca de US$135 a tonelada. Já o petróleo Brent fechou a US$ 122,84, com alta de 0,96%.

Por outro lado, a alta nesses produtos deixa os investidores mais cautelosos em relação ao quadro inflacionário global, e uma desaceleração econômica forte resultante do combate a esse fenômeno, em especial nas maiores economias do mundo, como os Estados Unidos.

Sentimento global

O mês de maio teve uma forte aversão global a riscos desencadeada por temores sobre uma possível recessão global.

Uma série de altas de juros pelo mundo, que tendem a desacelerar a economia global. A principal ocorreu nos Estados Unidos, anunciada pelo Federal Reserve em 4 de maio. Apesar de descartar altas de 0,75 p.p. ou um risco de recessão, a autarquia sinalizou ao menos mais duas altas de 0,5 p.p.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança, mas prejudica as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

Por outro lado, com a perspectiva de que as restrições na China serão retiradas em junho, a expectativa é que a demanda chinesa retorne aos níveis anteriores, o que voltou a favorecer exportadores de commodities e aliviou uma parte das pressões sobre o real.

Ao mesmo tempo, a confirmação da contração da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre reforçou a visão de que o Fed não deverá ser tão agressivo na alta de juros quanto o previsto anteriormente. Com as duas novidades, o Ibovespa e o real encontraram espaço para valorização.

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*Com informações da Reuters

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