Opine: é hora de investir ou de fugir de ações de estatais
Veja as opiniões de Heloísa Cruz, gestora do fundo Stoxos, e Carolina Ujikawa, gestora da Mauá Capital, e diga se concorda ou discorda

"O Grande Debate — Investimentos" abordou o investimento em ações de empresas estatais, que têm lidado com troca de comando, reclamações públicas e sinais de pressão política. Tudo isso tem gerado reação imediata do mercado financeiro. A preocupação é que nomes como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobras passem a agir com objetivos políticos.
Quem defende o investimento diz que os papéis estão baratos, já quem é contra afirma que o risco político de interferências é muito alto. O que você acha? É hora de investir ou de fugir das ações das estatais?
Confira abaixo as opiniões de Heloísa Cruz, fundadora e gestora do fundo Stoxos, e Carolina Ujikawa, gestora da Mauá Capital, e diga se você concorda ou discorda delas.
No preço certo, é sempre uma oportunidade investir em estatais. A ação da Petrobras está negociando a um 'free cash flow yield' de 20%. Não sei se tem outra ação negociando tão barato na bolsa. Obviamente, tem todos os problemas de interferência, mas o mercado já colocou isso no preço.
O 'free cash flow yield', ou geração de caixa da companhia, que vemos hoje é o mesmo que estimávamos antes. Mas, talvez, a geração de caixa de hoje não seja mais essa, dado que não sabemos mais como serão os reajustes de preço daqui para frente e se as companhias vão, de fato, gerar caixa. Nesse sentido, ter números importantes como esses sendo questionados mostra que pode ser um problema investir em estatais.
será abandonado [na Petrobras]. [O acionista controlador questionou a política de preços] após um aumento de 15%. Mas em seguida veio outro aumento. "]
assumiram os cargos, foi colocado no preço melhoras de eficiência. A partir do momento que você questiona as ações que esses gestores estão fazendo na companhia, está questionando medidas muito positivas que estavam em andamento. O risco de intervenções governamentais existe, mas há sinais de que o risco aumentou."]
(Texto publicado por Natália Flach)