Waack: A simplificação de impostos é um alívio
A reforma tributária deve ser implementada nesta quarta-feira (8)
Finalmente, a tão comentada reforma tributária está prestes a ser implementada. É apenas uma questão de horas.
Ela resolverá o emaranhado de impostos? Corrigirá as distorções que fazem com que alguns paguem mais para sustentar aqueles que pagam menos? Equilibrará as disparidades entre diversas regiões do país? Reduzirá a carga tributária, que é excessivamente pesada para um país emergente como o Brasil? Não, para todas essas perguntas.
No entanto, a reforma é vista como um fator que contribuirá para melhorar o ambiente de negócios no país, com efeitos positivos na produtividade das empresas. Espera-se que isso se traduza em um maior crescimento econômico, renda e oportunidades.
A reforma está longe de ser a ideal, em grande parte devido a ser uma questão política que nenhuma liderança no Brasil tem condições de resolver atualmente. Ela reflete conflitos entre os poderes, entre os entes da federação e entre diversos segmentos da economia.
Como é típico em nosso país, aqueles que estão organizados conseguiram defender seus interesses e prerrogativas. Pode-se questionar, com razão, se, acima de tudo, pairou um senso de unidade, bem comum e interesse nacional genuíno. A resposta é não.
No entanto, diante do emaranhado tributário, a simples simplificação de impostos contida na reforma que está prestes a ser aprovada representa um alívio. E, no momento, isso não é algo insignificante.


