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    Fundo garantidor para micro e pequenas empresas é prioridade, diz presidente do Sebrae

    Em conjunto com o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Sebrae busca consolidar nova linha de crédito para o empreendedor brasileiro

    Instituição é a principal parceira do novo ministério
    Instituição é a principal parceira do novo ministério Sebrae/PB

    Taísa Medeirosda CNN

    em Caxias do Sul*

    Pouco mais de um mês após a publicação da Medida Provisória (MP) que criou o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, destaca a consolidação da oferta de crédito para os empreendedores como prioridade da pasta neste momento.

    A instituição é a principal parceira do novo ministério.

    “O Sebrae e o ministério já estão em sinergia, em uma pauta comum, abraçados, para a gente poder introduzir um conjunto de políticas públicas”, frisou Lima.

    A pasta foi criada em 13 de setembro por meio da MP 1.187 e já teve Márcio França empossado como ministro. Ele realizou, na semana passada, a primeira visita oficial como ministro ao presidente do Sebrae.

    França chefiava antes a pasta de Portos e Aeroportos, cedida ao deputado licenciado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) na reforma ministerial.

    A oferta de crédito ao micro e pequeno empreendedor deve ser firmada por meio de um fundo garantidor.

    “Estamos trabalhando para criar um fundo garantidor para que consigamos enfrentar a voracidade da taxa Selic e das políticas inexplicáveis do Banco Central. Ou seja, um fundo garantidor que avaliza, portanto cai o risco do dinheiro, cai os juros, e aí a gente pode oferecer um crédito bom, subsidiado, sobretudo para o pequeno negócio”, resumiu Lima.

    O fundo debatido atualmente funcionaria de forma paralela ao Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe), que hoje atua como avalista das operações de crédito para os pequenos negócios.

    A diferença é que a nova oferta de crédito envolveria um número maior de instituições na atuação, maximizando o leque na hora de fornecer linhas de crédito.

    O grande objetivo da iniciativa é reduzir a dificuldade para o micro e pequeno empreendedor obter crédito nos bancos — desafio vivenciado especialmente por aqueles que têm pouco histórico de relacionamento com as instituições financeiras.

    A 10ª edição da pesquisa “Financiamento dos Pequenos Negócios no Brasil”, realizada pelo Sebrae, evidencia essa realidade.

    O levantamento mostrou que o cartão de crédito é usado por 39% dos donos de pequenos negócios como modalidade de financiamento. O índice contrasta com a proporção de empresários que apontam os empréstimos em bancos privados (7%) ou públicos (4%).

    Os dados retratam a dificuldade de acesso a crédito junto ao sistema financeiro, levando os empreendedores a optar pelo cartão de crédito como principal modalidade de financiamento.

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    * A repórter viajou a convite do Sebrae