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    GPA teve prejuízo de R$ 1,3 bilhão no 3º trimestre puxado por segregação de unidade colombiana

    Por outro lado, receitas e margens da operação no Brasil cresceram no período

    GPA registrou no terceiro trimestre um prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão
    GPA registrou no terceiro trimestre um prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão Foto: GPA/Divulgação

    Por Paula Arend Laier, da Reuters

    O GPA registrou no terceiro trimestre um prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão, ante perda de R$ 296 milhões no ano anterior.

    O desempenho foi afetado pela conclusão da segregação da unidade colombiana Éxito, embora receitas e margens da operação no Brasil tenham crescido no período, o que se refletiu no Ebitda.

    De acordo com o varejista brasileiro, a última linha do balanço foi pressionada pela conclusão da segregação do Éxito em agosto, com efeitos não recorrentes e não caixa somando quase R$ 2,1 bilhões.

    A empresa citou, entre eles, a efetivação da entrega das ações aos acionistas do GPA e “um remensuração da parcela remanescente no montante líquido da baixa do investimento”.

    O lucro líquido das operações continuadas somou R$ 809 milhões, revertendo prejuízo de R$ 229 milhões no mesmo período do ano passado, conforme a receita bruta cresceu 9,9%, para R$ 5,1 bilhões, com alta de 1,3 ponto percentual na margem bruta, para 25,1%.

    A receita líquida cresceu 9,7% no trimestre frente a igual etapa de 2022, para R$ 4,7 bilhões, enquanto as vendas em lojas apresentaram um aumento de 6,6% no terceiro trimestre.

    “Um ano e meio após o início do processo de ‘turnaround’, registramos forte crescimento das vendas mesmas lojas, com destaque para o Pão de Açúcar e Proximidade, com ganhos contínuos de market share em todos os formatos e forte aceleração do e-commerce“, disse o presidente-executivo do GPA, Marcelo Pimentel.

    “Chegamos ao quarto trimestre, o período do ano mais importante para o varejo de alimentos, ainda mais motivados e engajados com o plano estratégico que traçamos e com os resultados consistentes que temos alcançado”, afirmou o executivo no material da divulgação do balanço.

    CNOVA

    O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 1,1 bilhão, ante R$ 197 milhões no terceiro trimestre do ano passado, com a margem saltando de 4,6% para 24% entre os períodos.

    De acordo com o GPA, tal performance foi ajudada pela efeito não recorrente e não caixa de R$ 804 milhões com reversão da provisão de resultados negativos acumulados da Cnova.

    O Ebitda ajustado das operações no Brasil, que exclui esse efeito, somou R$ 333 milhões, com margem de 7%.

    Nos três meses até o final de setembro, o varejista apresentou um fluxo de caixa livre de R$ 169 milhões, revertendo o consumo de R$ 624 milhões um ano antes.

    A dívida líquida, incluindo o saldo de recebíveis não antecipados, alcançou R$ 3 bilhões, redução de R$ 507 milhões ante o mesmo período do ano anterior.

    Veja também: Ibovespa cai com Haddad e volta de preocupação fiscal