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    Grupo VW corta previsão de retornos com possível fechamento de fábrica da Audi em Bruxelas e outras despesas

    A redução se deu após baixa demanda pelos carros elétricos, além de problemas estruturais, envolvendo as instalações da marca em Bruxelas

    Logo da Volkswagen na Alemanha
    Logo da Volkswagen na Alemanha 23/5/2024 REUTERS/Fabian Bimmer/Arquivo

    da Reuters

    O Grupo Volkswagen reduziu nesta terça-feira sua previsão de retornos operacionais para 6,5% a 7%, de 7% a 7,5%, ao anunciar que a marca Audi estava considerando fechar sua unidade em Bruxelas, na Bélgica, devido à baixa demanda pelos carros elétricos de última geração que produz.

    Controlador da Audi, o grupo alemão disse que as despesas vinculadas à decisão, juntamente com outros gastos inesperados no segundo trimestre, teriam um impacto total de até 2,6 bilhões de euros no exercício financeiro de 2024.

    A demanda pelo Q8 e-tron da Audi, lançado em 2018, caiu drasticamente e a montadora estava considerando encerrar totalmente sua produção.

    As instalações de Bruxelas também enfrentavam “desafios estruturais de longa data”, incluindo dificuldade em alterar o seu layout devido à proximidade da cidade e aos elevados custos logísticos.

    Um processo de consulta deverá ser feito agora para encontrar soluções alternativas para a planta. O que deve incluir a cessação das operações se nenhuma alternativa for encontrada, segundo o que foi divulgado em comunicado da Audi.

    Outras despesas não planejadas que pesaram sobre o Grupo Volkswagen incluíram perdas cambiais devido ao desagrupamento do Volkswagen Bank Rus na sua divisão de serviços financeiros e o encerramento planejado do negócio de turbinas a gás da subsidiária MAN Energy Solutions.