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    Haddad comemora corte nos juros e diz que política econômica está no caminho certo

    Ministro da Fazenda celebrou queda na Selic em entrevista na saída do ministério, após reunião do Copom

    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad REUTERS/Ueslei Marcelino

    Da Reuters

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (13) que o corte de 0,50 ponto percentual (p.p.) na taxa Selic é um motivo de comemoração e que os indicadores de inflação mostram que a política econômica está no caminho certo.

    “Vamos comemorar que caiu mais 0,50 (ponto percentual). Vamos convergir para onde a Selic tem que convergir. Porque os indicadores de inflação demonstram que a política econômica está no caminho certo”, disse Haddad em entrevista na saída do ministério, após a reunião em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica para 11,75% ao ano.

    O corte de 0,50 ponto nos juros básicos na reunião deste mês é a quarta redução consecutiva depois que o BC iniciou seu ciclo de afrouxamento monetário, em agosto. O ajuste foi decidido por unanimidade e o comunicado indicou que a diretoria da autarquia antevê cortes na mesma intensidade nas próximas reuniões.

    A redução ocorre em meio a um arrefecimento da inflação doméstica, que ficou abaixo do teto da meta de 4,75% para este ano nos 12 meses encerrados em novembro.
    Também nesta quarta, o BC melhorou suas projeções para o comportamento dos preços em relação à reunião de novembro.

    A autoridade monetária informou que, em seu cenário de referência, a estimativa para a inflação caiu de 4,7% para 4,6% em 2023, de 3,6% para 3,5% em 2024 e foi mantida em 3,2% para 2025.

    “Uma política monetária muito restritiva atrapalha a arrecadação, e uma política fiscal que for muito irresponsável compromete a política monetária. Então tem que caminhar junto. Quanto mais rápido convergir, melhor”, disse Haddad, ao enfatizar mais uma vez que a atuação da Fazenda e do BC devem estar alinhadas.

    Medidas no Congresso

    Com o Congresso Nacional quase na reta final dos trabalhos para este ano, o prazo para a aprovação de medidas importantes para aumentar a arrecadação está ficando mais apertado. Contudo, Haddad disse acreditar que a reforma tributária será aprovada ainda em 2023.

    “[A reforma tributária] não vai atrasar. Eu creio que nem o presidente [da Câmara dos Deputados] Arthur Lira, nem o presidente [do Senado, Rodrigo] Pacheco, têm intenção de adiar a promulgação da reforma tributária para o ano que vem”, afirmou.

    Segundo o ministro, o foco está em aprovar o que for comum às duas Casas e, já que a espinha dorsal da proposta de emenda constitucional está intacta e os pontos ainda em discussão são apenas detalhes, apreciar trechos específicos depois da promulgação não traria danos à reforma.

    Já sobre possíveis consequências do veto à prorrogação da desoneração da folha salarial de empresas, Haddad afirmou que um cenário macroeconômico robusto e o equilíbrio fiscal ofuscariam os efeitos negativos.

    Haddad disse ainda que o governo estuda diferentes propostas para uma alternativa à desoneração, inclusive uma reoneração gradual, mas que, provavelmente, na quinta-feira (14) deverá ter um panorama melhor sobre o tema. O ministro pontou que foca em encontrar um ponto de equilíbrio e evitar a judicialização da questão.

    Veja também: Banco Central reduz taxa de juros para 11,75% ao ano

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.