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    IGP-DI cai 2,33% em maio e acumula queda de 5,49% em 12 meses, diz FGV

    Recuo dos preços das passagens aérea e da gasolina foi o que mais pesou para a desaceleração da inflação no varejo em maio

    Daniela Amorim, do Estadão Conteúdo

    O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 2,33% em maio, após uma redução de 1,01% em abril, divulgou nesta terça-feira (6) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 3,56% no ano. Em 12 meses, houve recuo de 5,49%.

    O resultado do indicador ficou abaixo do intervalo das previsões do mercado financeiro, que estimavam uma queda desde 2,15% a 1,60%, com mediana negativa de 1,88%, de acordo com as instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast.

    O núcleo do IPC-DI de maio subiu 0,38%, após a elevação de 0,35% registrada em abril. O núcleo do IPC-DI é usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preços no varejo. Ainda de acordo com a FGV, o núcleo acumulou uma elevação de 1,65% no ano e aumento de 3,96% em 12 meses.

     

    As quedas nos preços da passagem aérea (-17,91%) e da gasolina (-1,97%) deram as principais contribuições para a desaceleração da inflação no varejo medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) saiu de uma alta de 0,50% em abril para uma elevação de 0,08% em maio.

    Seis das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais baixas: Educação, Leitura e Recreação (de -0,62% em abril para -3,37% em maio), Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,51% para 0,73%), Transportes (de 0,19% para -0,22%), Alimentação (de 0,67% para 0,41%), Comunicação (de 0,60% para 0,22%) e Vestuário (de 0,52% para 0,46%).

    As principais contribuições partiram dos itens: passagem aérea (de -3,67% para -17,91%), medicamentos em geral (de 3,23% para 0,81%), gasolina (de -0,38% para -1,97%), frutas (de -0,33% para -1,76%), tarifa de telefone móvel (de 1,60% para 0,62%) e calçados (de 1,13% para 0,72%).

    Na direção oposta, as taxas foram mais elevadas nos grupos Habitação (de 0,48% para 0,85%) e Despesas Diversas (de 0,20% para 0,94%), sob influência dos itens: taxa de água e esgoto residencial (de 0,00% para 2,58%) e jogo lotérico (de 0,42% para 11,77%).

    O núcleo do IPC-DI passou de alta de 0,35% em abril para elevação de 0,38% em maio. Dos 85 itens componentes do IPC, 35 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 69,68% em abril para 62,90% em maio.

    Construção

    A alta nos custos da mão de obra acelerou a inflação da construção no IGP-DI) de maio. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) passou de um avanço de 0,14% em abril para uma elevação de 0,59% em maio.

    O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de um aumento de 0,28% em abril para uma queda de 0,02% em maio. O custo dos Materiais e Equipamentos passou de uma elevação de 0,28% em abril para uma redução de 0,13% em maio, enquanto os Serviços saíram de alta de 0,30% para aumento de 0,51%.

    Já o índice que representa o custo da Mão de Obra passou de estabilidade em abril (0,00%) para uma elevação de 1,22% em maio.