Índice de fundos imobiliários despenca após proposta de tributação

Texto da segunda parte da reforma tributária quer imposto de 15% sobre os rendimentos pagos pelos fundos imobiliários

Leonardo Guimarães
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Os investidores de Fundos Imobiliários (FIIs) não gostaram da notícia que o governo federal propôs, nesta sexta-feira (25), ao Congresso taxar os rendimentos dos FIIs. 

Depois que o ministro Paulo Guedes entregou a proposta, que faz parte da segunda parte da reforma tributária, à Câmara dos Deputados, o IFIX, que mede o desempenho dos fundos imobiliários listados na B3, despencou 2,02%, para 2.725 pontos

O índice operava em alta pela manhã e passou a cair depois das 11h30. 

Os fundos imobiliários não são, em geral, tão voláteis quanto as ações. Portanto, uma queda de 2% no IFIX é mais significativa que um recuo de 2% no Ibovespa. 

Investidores reagiram à proposta do Ministério da Economia de taxar em 15% os rendimentos que esses fundos pagam a seus investidores. Ao contrário do imposto sobre dividendos, a taxa dos FIIs não terá uma faixa de isenção, ou seja, todo e qualquer investidor vai pagar Imposto de Renda sobre o que ganha com esse investimento.

Atualmente, os rendimentos de fundos imobiliários não são taxados, a exemplo do que acontece com dividendos que as empresas a seus acionistas. 

Pela proposta da equipe econômica, os rendimentos começam a ser taxados em 2022. 

Os fundos imobiliários são conhecidos pelo pagamento frequente de rendimentos, já que são obrigados a fazer isto pelo menos uma vez a cada seis meses. 

 

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