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    Investimentos vão destravar até R$ 200 bilhões em energia eólica e solar no Nordeste, diz ministro à CNN sobre leilão

    Alexandre Silveira reiterou seu otimismo em relação ao evento desta sexta-feira (30) e destacou que o Brasil "tem tudo" para se tornar referência energética com fontes limpas e renováveis

    Daniel RittnerRenata Souzada CNN

    Brasília e São Paulo

    Em entrevista exclusiva à CNN na noite desta quinta-feira (29), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os investimentos em energia eólica e solar no Nordeste podem chegar a R$ 200 bilhões até março de 2024.

    “Serão em torno de R$ 56 bilhões de investimentos nesse setor que, nos nossos números, apontados tanto pela Aneel quanto pelo Ministério de Minas e Energia, vão destravar de R$ 180 a até R$ 200 bilhões em energia eólica e solar no Nordeste brasileiro”, afirmou.

    O ministro disse ainda que o leilão de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que acontece nesta sexta (30), vai permitir que o Brasil continue crescendo em energia na região “levando essa energia para o centro da carga, que é o Sudeste”.

    Silveira também destacou que os investimentos debatidos no leilão são importantes, porque têm impacto direto na economia e na questão social.

    “O leilão prevê a criação de cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos”, afirmou.

    Alexandre Silveira reiterou seu otimismo em relação ao evento desta sexta-feira (30) e destacou que o Brasil tem tudo para se tornar referência em energia limpa e renovável a médio prazo.

    O ministro também citou o crescimento interno do país e a queda na inflação e no dólar como pontos positivos para o setor.

    A Aneel realiza o primeiro leilão de transmissão de energia de 2023 amanhã. A expectativa é de que o evento, a ser realizado na sede da B3, em São Paulo, arrecade R$ 15,7 bilhões em investimentos.

    A agência informou que serão licitadas concessões para “construção e manutenção de 6.184 quilômetros de linhas de transmissão e 400 megavolt-ampéres (MVA) em capacidade de transformação de subestações”.