Discussão política dificulta indicação para Petrobras, diz professor da UFF

Em outra situação, o professor de Economia UFF acredita que não teria dificuldade alguma de indicar nomes para a Petrobras

Artur Nicoceli, Ludmila Candal e Pedro Pimenta, da CNN, em São Paulo
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O presidente Jair Bolsonaro optou por trocar o presidente da Petrobras, demitindo, em 28 de março, o general do Exército Joaquim Silva e Luna. Contudo, até o momento, nenhum outro nome foi definido para o cargo.  Em entrevista à CNN, Luciano Losekann, professor de Economia UFF (Universidade Federal Fluminense), afirmou que as discussões políticas atuais dificultam a indicação.

"Eu acho que se criou uma situação crítica, que pendeu para o lado político e os nomes indicados acabam sendo pressionados", afirma. O especialista acredita que as indicações devem ser uma saída por parte do governo para tentar uma discussão olhando a eleição futura, focado na privatização da empresa.

"Nomes que seriam favoráveis a essa discussão; e, na campanha [de 2022], o governo trabalharia com essa proposta de privatizar".

Porém, o professor afirma que se for mantida a assembleia-geral e a decisão em 13 de abril, "a tendência é que seja um nome interno da Petrobras".

Losekann declara ainda que uma companhia do tamanho da petroleira, qualquer executivo que trabalhe com empresas no Brasil aceitaria a função, "é um título para se colocar no currículo".

Dessa forma, "no mundo comum, em outra situação, não teria dificuldade alguma de indicar nomes para a Petrobras".

 

(Veja a entrevista completa no vídeo acima)

 

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