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    Estrangeiros investiram 17% menos no país em 2023, informa BC

    Aplicações vindas do exterior caem em dezembro pelo terceiro ano seguinte, mas BC diz que evento é “sazonal”

    Dados são do relatório de estatísticas do setor externo, divulgado pelo Banco Central (BC)
    Dados são do relatório de estatísticas do setor externo, divulgado pelo Banco Central (BC) 12/10/2010REUTERS/Sukree Sukplang

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 62 bilhões, correspondendo a 2,85% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2023, registrando queda de 17% em relação a 2022, quando os valores alcançaram US$ 74,6 bilhões.

    Segundo o relatório de estatísticas do setor externo, divulgado pelo Banco Central (BC), nesta segunda-feira (5), o dado de dezembro também foi deficitário, resultando em saídas líquidas de US$ 389 milhões, enquanto no mesmo período de 2022 os valores foram de US$ 479 milhões.

    No entanto, de acordo com a autoridade monetária, foi o terceiro ano seguido de saídas líquidas registradas desde 2020, ano da pandemia de Covid-19.

    O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que a queda em dezembro é sazonal, pois teria ficado estável entre 2022 e 2023 e que a saída líquida de dezembro de 2021 foi bem maior, de cerca de U$S 500 milhões.

    “Temos três anos consecutivos que apresentam saídas líquidas na conta de Investimento direto. Isso é sazonal. Me parece que a trajetória é a mesma. Em 2022 tivemos ingressos maiores e, no ano de 2023, esses ingressos foram menores”, disse Rocha em coletiva de imprensa para comentar os resultados.

    “Quando se olham os dados, tivemos uma pandemia inédita onde a economia parou e foi se recuperando, mas no caso do investimento havia incerteza sobre a recuperação. Em 2020, o resultado foi muito baixo, mas se recuperou em 2021 e se estabilizou em 2022. O ano de 2023, em comparação com essa base mais elevada, se reduziu, mas é apenas um detalhe de fluxo”, afirmou.

    Recorde em turismo estrangeiro no Brasil

    Rocha também salientou que o gasto de estrangeiros com turismo em 2023 no Brasil, foi recorde, ultrapassando anos como a Copa do Mundo de Futebol (2014) e a Olimpíada (2016), que tiveram grande volume de estrangeiros no país.

    “As receitas com viagens em 2023 foram reflexo dos maiores gastos de estrangeiros no Brasil na série histórica, ultrapassando anos com fluxo intenso de estrangeiros no país, como a Copa, em 2014 e Olímpiada, em 2016”, disse.

    Segundo os dados do BC, os estrangeiros deixaram US$ 6,907 bilhões no Brasil no ano passado.

    O técnico do BC também destacou que os gastos de brasileiro no exterior superaram o período pré-pandemia.

    As despesas líquidas com viagens internacionais alcançaram US$ 459 milhões, recuo de 20,1% em relação a dezembro de 2022, com aumentos de 32,0% nas receitas (para US$ 622 milhões) e de 3,3% nas despesas (para US$ 1,1 bilhão).

    Rocha destacou que, mesmo com o recuo, os valores são superiores ao de 2019.

    “As receitas estão crescendo mais que as despesas. Uma notícia boa para o turismo brasileiro”, disse.