Ibovespa fecha em baixa com mineradoras e varejistas; dólar cai a R$ 5,18

Principal índice da bolsa brasileira desvalorizou 0,22%, aos 110.546 pontos; moeda norte-americana também recua 0,22% no dia

João Pedro Malar e Fabricio Julião, em São Paulo
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O Ibovespa encerrou esta quarta-feira (14) em queda de 0,22%, aos 110.546,67 pontos. O principal índice da bolsa brasileira foi puxado para baixo em meio ao declínio do minério de ferro, que caiu 0,7% na bolsa de commodities de Dalian da China, e com o recuo nas vendas do comércio varejista em julho no Brasil - a terceira queda mensal consecutiva.

Com as perdas do minério de ferro, a Vale foi prejudicada e encerrou o dia em baixa de 1,83%. A sessão também foi marcada por um ambiente externo ainda fragilizado em meio a preocupações sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos, que continuou minando Wall Street.

O dólar também recuou nesta quarta, com perda de 0,22%, encerrando a R$ 5,178. A moeda passou a cair no exterior após a inflação ao produtor de agosto vir em linha com o esperado, divergindo do indicador para os consumidores, ajudando a aliviar apostas em um ciclo de alta de juros nos Estados Unidos mais agressivo.

Na véspera, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de agosto nos EUA desacelerou no acumulado de 12 meses para 8,3%, mas teve variação mensal positiva de 0,1%, com alta no núcleo.

O dado frustrou o mercado, que projetava deflação de 0,1% na comparação mensal, e agora passou a esperar uma política monetária do Federal Reserve (Fed - banco central norte-americano) mais agressiva.

Uma alta de 0,75 ponto percentual nos juros em setembro ainda é a opinião majoritária do mercado, mas o IPC abriu margem para apostas em uma elevação ainda maior, de 1 p.p. Além disso, levou a apostas de um ciclo mais duro, com altas maiores em novembro e dezembro.

O Banco Central realizou neste pregão leilão de até 15 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 3 de outubro de 2022.

Na terça-feira (13), o dólar subiu 1,80%, a R$ 5,19. Já o Ibovespa teve queda de 2,3%, aos 110.793,96 pontos.

Sentimento global

A aversão global a riscos dos investidores, desencadeada por temores sobre uma possível desaceleração econômica generalizada devido a uma série de altas de juros pelo mundo para conter níveis recordes de inflação, tem variado de intensidade dependendo das expectativas sobre o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos.

O processo de elevação da taxa norte-americana continuou em julho com uma nova alta de 0,75 ponto percentual. Entretanto, o Federal Reserve sinalizou que poderia realizar altas menores conforme a economia do país já dá sinais de desaceleração, buscando evitar uma recessão.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança e favorecem o dólar, mas prejudicam os mercados e as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

Os investidores monitoram ainda a situação da economia da China, que também dá sinais de desaceleração ligados a uma série de lockdowns em cidades relevantes. A expectativa é que o governo chinês intensifique um esforço para estimular a economia, enquanto enfrenta dificuldades para reverter um quadro de baixo consumo pela população, o que impacta a demanda do país por commodities.

Mesmo assim, o Ibovespa e o real encontraram espaço para recuperação com uma melhora de humor do mercado, apoiada nas perspectivas positivas para as commodities, um cenário econômico doméstico mais forte e uma redução da percepção de riscos em relação às eleições. O cenário, entretanto, pode mudar dependendo do grau de aversão a riscos no exterior.

Sobe e desce da B3

Veja os principais destaques do pregão desta terça-feira:

Maiores altas

  • Petz (PETZ3): 6,53%
  • Iguatemi (IGTI11): 5,57%
  • PetroRio (PRIO3): 5,11%
  • Cogna (COGN3): 4,03%
  • 3R Petroleum (RRRP3): 3,72%

Maiores baixas

  • IRB Brasil (IRBR3): 5,6%
  • Magazine Luiza (MGLU3): 4,89%
  • Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3): 3,91%
  • Gerdau (GGBR4): 3,72%
  • Via (VIIA3): 3,55%

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*Com informações da Reuters

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