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    Ibovespa fecha mês em alta de 2,12%; dólar recua 1,46% e fica abaixo de R$ 5

    Sessão desta sexta-feira (28) foi influenciada por dados da inflação americana abaixo do esperado e resultados da economia doméstica

    Na véspera, o dólar fechou o dia a R$ 4,980, em baixa de 1,56%; o Ibovespa, por sua vez, teve alta de 0,6%, aos 102.923 pontos
    Na véspera, o dólar fechou o dia a R$ 4,980, em baixa de 1,56%; o Ibovespa, por sua vez, teve alta de 0,6%, aos 102.923 pontos Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

    Da CNN

    O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira (28), com mercado digerindo dados da inflação norte-americana, medida pelo Índice de Preços para Despesas com Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), e indicadores da cena doméstica.

    O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,47%, aos 104.431 pontos. O dólar seguiu a mesma direção e encerrou o dia com alta de 0,18%, cotado a R$ 4,989 na venda. Apesar da valorização, a moeda norte-americana se manteve abaixo de R$ 5 pelo segundo dia seguido.

    O resultado fez o Ibovespa encerrar a semana praticamente estável, com leve alta de 0,06%. No mês de abril, o índice subiu 2,12%, enquanto no acumulado do ano soma queda de 4,83%.

    Já o dólar fechou a semana com recuo de 1,16%, e de 1,46% no mês. Desde o início do ano, a moeda norte-americana perdeu 5,61% ante o real.

     

    Indicador favorito do Fed para aferir os dados de inflação, o PCE foi divulgado mais cedo nesta manhã. O índice subiu 4,2% nos 12 meses até março, abaixo das expectativas do mercado, que esperava alta de 4,5%. Na comparação mensal, avançou 0,1%, ficando estável em relação aos dados revisados de fevereiro.

    O dado sugere que a campanha de aperto monetário empregada pelo Federal Reserve (Fed) pode já estar surtindo efeitos na economia e embasa palpites dos investidores sobre quais serão os próximos passos do banco central dos EUA. Na próxima semana, o colegiado da autoridade se reúne para decidir se aumenta a taxa de juros mais uma vez.

    Até agora, as apostas se dividem entre um novo aumento de 0,25 p.p. ou a manutenção da taxa atual, que está na faixa de 4,75% a 5%.

    Ainda no exterior, os dados da Alemanha indicaram que a maior economia da Europa evitou uma recessão no primeiro trimestre do ano, permanecendo estável em relação aos três meses anteriores.

    No cenário doméstico, o IBC-Br, a “prévia do PIB” divulgada pelo Banco Central, teve forte alta de 3,32% em fevereiro em relação a janeiro, quando recuou 0,04%. No acumulado de 12 meses, o indicador avançou 3,08%.

    A taxa de desemprego, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais cedo, também esteve no radar. O dado subiu 8,8% no primeiro trimestre do ano — menor resultado para o período desde 2015, quando atingiu 8% — e veio abaixo das expectativas do mercado, embora represente um aumento de quase 1 p.p. em relação ao trimestre passado.

    Na véspera, o dólar fechou o dia a R$ 4,980, em baixa de 1,56%. O Ibovespa, por sua vez, teve alta de 0,6%, aos 102.923 pontos, colocando fim na sequência de três pregões seguidos no vermelho.

    Publicado por Tamara Nassif. Com informações da Reuters.