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    Ibovespa fecha em alta com balanços corporativos e decisões de juros; dólar mantém estabilidade

    Bolsa brasileira destoou dos pares globais em meio ao temor com a crise bancária nos Estados Unidos

    Da CNN

    O Ibovespa fechou no campo positivo nesta quinta-feira (4), com investidores repercutindo a decisão dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, além da temporada de resultados corporativos do primeiro trimestre.

    O principal índice da bolsa brasileira encerrou a sessão com alta de 0,37%, aos 102.174 pontos.

    Já o dólar fechou próximo da estabilidade, com queda de 0,01%, negociado a R$ 4,992 na venda, influenciado pelo temor dos investidores com a crise bancária nos Estados Unidos.

    O desempenho do mercado doméstico destoou do clima negativo de Wall Street. O Dow Jones caiu 0,85%, enquanto S&P500 perdeu 0,75% e a Nasdaq desvalorizou 0,49%.

    A sessão foi marcada pela volatilidade, com destaque para surpresas — positivas e negativas — das companhias nos três primeiros meses deste ano.

    A Ultrapar (UGPA3) disparou 12,43% após registrar lucro líquido de R$ 274 milhões, acima do esperado. Na ponta oposta, as ações da Embraer (EMBR3) afundaram 9,50% com a empresa reportando prejuízo de R$ 466,9 milhões.

    Os mercados também digeriram os anúncios do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil, e do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), nos Estados Unidos.

    Por aqui, o BC manteve a taxa de juros em 13,75% ao ano mais uma vez — o sexto movimento seguido de manutenção da Selic, que está no maior patamar desde dezembro de 2016.

    No comunicado divulgado após a decisão, os diretores da autarquia suavizaram o tom do recado, mas ainda não há no horizonte o início do ciclo de queda dos juros.

    “A expectativa do BC ainda é de manter a taxa mais restritiva por um período prolongado, até a consolidação da desinflação e ancoragem das expectativas. O comunicado afasta qualquer chance de corte na próxima reunião em junho e, para agosto, o corte fica dependente de uma queda maior que o esperado na inflação corrente e melhora no cenário fiscal”, avalia Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter.

    O BC argumenta que ainda existe uma incerteza relacionada à gestão das contas públicas: se, em março, a dúvida era sobre o projeto da nova regra fiscal, agora é sobre o desenho final do texto, já em tramitação no Congresso. A manutenção do juro, segundo o comunicado, é compatível com a estratégia de levar a inflação à meta no chamado “horizonte relevante”, com os olhos já voltados para 2024.

    Apesar de reconhecer as melhorias no cenário econômico e fazer ressalvas, o comunicado manteve o recado de que o BC não hesitará em retomar a alta dos juros se a inflação não abaixar.

    Já nos Estados Unidos, o Federal Reserve subiu a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 5% e 5,25% — a décima alta desde março de 2022.

    Na declaração após o anúncio da decisão, o banco central norte-americano sugeriu uma possível pausa no ciclo de aperto monetário nas próximas reuniões. Segundo dados do CME Group, é praticamente unânime no mercado que o Fed deverá manter os juros nos patamares atuais na próxima decisão, em junho.

    Ainda sobre juros, o Banco Central Europeu anunciou no início desta manhã que subiu a taxa de juros de lá em 0,25 poto percentual, em linha com o esperado. Esse foi o sétimo aumento seguido da taxa da zona do euro.

    No último pregão, o dólar caiu 1,06%, a R$ 4,992 na venda, enquanto o Ibovespa fechou em leve queda de 0,13%, aos 101.797 pontos.

    Publicado por Tamara Nassif. Com informações da Reuters.