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    Ibovespa fecha em queda com repercussão de dados do mercado de trabalho dos EUA; dólar sobe a R$ 5,05

    No cenário doméstico, os investidores permaneceram na expectativa pelo início da tramitação da proposta do novo marco fiscal no Congresso

    Na véspera, o dólar fechou o dia em R$ 5,050 na venda, em baixa de 0,65%; o Ibovespa, por sua vez, recuou 0,88%, aos 100.977,85 pontos
    Na véspera, o dólar fechou o dia em R$ 5,050 na venda, em baixa de 0,65%; o Ibovespa, por sua vez, recuou 0,88%, aos 100.977,85 pontos Foto: Amanda Perobelli/Reuters (25.7.2019)

    Da CNN São Paulo

    O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira (6). Índice de referência do mercado acionário brasileiro encerrou em queda de 0,15%, aos 100.821,73 pontos. Na semana, acumulou queda de 1,04%.

    O índice operou próximo da estabilidade em grande parte do pregão, com investidores evitando posições mais arriscadas na véspera de feriado de Sexta-Feira Santa e de divulgação de aguardados números de emprego dos Estados Unidos.

    No cenário doméstico, os investidores permaneceram na expectativa pelo início da tramitação da proposta do novo marco fiscal no Congresso, assim como no aguardo de anúncios das medidas do Ministério da Fazenda para elevar a arrecadação.

    Já o dólar, fechou em leve alta ante o real. A moeda norte americana, à vista, fechou o dia cotada a R$ 5,0582 na venda, em alta de 0,16%.

    O movimento de busca pelo dólar antes do feriado foi perceptível em especial durante a manhã, quando a divisa dos EUA atingiu as cotações máximas da sessão.

    Por trás disso estava a intenção de alguns participantes do mercado de se protegerem antes da divulgação dos dados de emprego nos EUA. Economistas consultados pela Reuters esperam que a criação de vagas de trabalho em março no país tenha sido de 239 mil, após aumento de 311 mil em fevereiro.

    À tarde, com as mesas de operação já esvaziadas no Brasil, as cotações da moeda americana desaceleraram, mas ainda assim a divisa encerrou no terreno positivo.

    Embate com o Banco Central

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que, se a atual meta de inflação está errada, ela deve ser alterada, e voltou a criticar o atual patamar da taxa de juros, que classificou como “incompreensível”.

    Em café da manhã com colunistas, Lula mencionou uma declaração do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que, para cumprir a atual meta de inflação, a taxa básica de juros deveria ser de 26,5% ao ano, não os 13,75% vigentes.

    “É no mínimo uma coisa não razoável de ser dita, porque se a meta está errada, muda-se a meta”, disse Lula no café da manhã.

    Lula disse ainda que irá indicar o presidente e diretores do Banco Central conforme os “interesses do governo”.

    Ele afirma que não vai “ficar brigando com o presidente do Banco Central, porque ele tem 2 anos de mandato” e logo mais se discutirá um novo nome para ocupar o cargo.

    Pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que a queda da taxa de juros será consequência da nova regra fiscal e da reforma tributária. Para ele, “os jabutis tributários” que foram criados ao longo dos anos têm sugado o Orçamento Federal.

    Na véspera, o dólar fechou o dia em R$ 5,050 na venda, em baixa de 0,65%. O Ibovespa, por sua vez, recuou 0,88%, aos 100.977,85 pontos.

    *Com informações da Reuters