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    Itaú revê PIB e projeta crescimento de 2,3% para o Brasil em 2023

    Segundo relatório, a revisão é motivada pelo crescimento acima do esperado da economia no primeiro trimestre de 2023

    Getty Images

    Da CNN

    São Paulo

    O Itaú Unibanco divulgou nesta terça-feira (13) revisão de sua expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2023. A projeção do banco passou de 1,4% para 2,3%.

    Segundo o relatório, a revisão é motivada pelo crescimento acima do esperado da economia no primeiro trimestre de 2023 — em que houve avanço de 1,9% em relação ao período anterior.

    O banco também aumentou a expectativa para o PIB de 2024, que passou de 1% para 1,5%.

    Segundo projeção do Ministério da Fazenda, apenas o “carry over” — efeito estatístico — gerado pelo resultado do primeiro trimestre já levaria o crescimento para a faixa dos 2,4% em 2023.

    Além disso, o Itaú Unibanco diminuiu sua projeção para a inflação tanto para 2023 (de 5,% para 5,3%) quanto para 2024 (de 4,5% para 4,4%).

    Outro índice que apresentou revisão positiva foi o desemprego: a projeção passou de 9% para 8% para este ano.

    “O arcabouço fiscal e as medidas complementares de recomposição das receitas reduzem riscos extremos, mas ainda há desafios de implementação significativos à frente”, avalia o relatório.

    A projeção indica que a redução da pressão inflacionária e “uma decisão prudente sobre o regime de metas de inflação” permitirão que o Banco Central diminua a taxa básica de juros em 0,25 p.p em setembro.

    O relatório prevê ainda outros dois cortes, de 0,50 p.p, em novembro e dezembro. Com isso, a Selic terminaria 2023 em 12,5% ao ano.

    “Nossas projeções consideram que o Conselho Monetário Nacional (CMN) manterá a meta de inflação de 3% e o intervalo de tolerância em 1,5 p.p., mudará de ano calendário para meta contínua, mas não imporá um horizonte para o BC atingir meta. Isso deverá ajudar a reduzir as expectativas inflacionárias e, assim, a viabilizar a antecipação do início da descompressão da política monetária para setembro”, indica.

    Publicado por Danilo Moliterno.