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    Japão se une a EUA e Holanda nas restrições à produção de chips na China

    Ministro da economia, comércio e indústria japonês diz que novas medidas visam evitar que equipamento seja desviado para uso militar

    Japão é o lar de vários produtores de equipamentos de fabricação de chips, incluindo Nikon e Tokyo Electron
    Japão é o lar de vários produtores de equipamentos de fabricação de chips, incluindo Nikon e Tokyo Electron Racool_studio/Freepik

    Michelle TohJunko Ogurada CNN

    Hong Kong/Tóquio

    O Japão restringirá a venda no exterior de equipamentos de fabricação de chips, juntando-se aos Estados Unidos e à Holanda que fizeram o mesmo para a exportação de tecnologia-chave à China.

    O país anunciou nesta sexta-feira que 23 tipos de equipamentos avançados de produção de semicondutores deixarão de ser comercializados.

    As regras entrarão em vigor em julho, de acordo com o ministro da economia, comércio e indústria do Japão, Yasutoshi Nishimura.

    O ministério disse que exigiria procedimentos mais rígidos para exportar a cerca de 160 destinos, como a China, enquanto 42 territórios – incluindo Estados Unidos, Coreia do Sul e Taiwan – são reconhecidos pelo Japão como tendo controles de exportação adequados.

    Todas as negociações para países não reconhecidos formalmente agora precisarão da aprovação do ministério do comércio japonês, acrescentou.

    Em entrevista coletiva, Nishimura falou que as novas medidas visam evitar que o equipamento seja desviado para uso militar.

    “Cumpriremos nossas responsabilidades na comunidade internacional como um país proprietário de tecnologia e contribuiremos para manter a paz e a segurança internacionais”, disse a repórteres.

    As restrições não visam um país específico, destacou o Ministério do Comércio à CNN nesta sexta-feira.

    Mas eles seguem uma série de restrições promulgadas nos últimos meses para restringir as vendas de equipamentos de fabricação de chips à China, como parte de um esforço internacional coordenado liderado por Washington.

    Em outubro, os Estados Unidos proibiram as empresas chinesas de comprar chips avançados e equipamentos de fabricação desses produtos sem licença. Também restringiu a capacidade dos cidadãos americanos de fornecer suporte para o desenvolvimento ou produção de chips em certas instalações na China.

    No início deste mês, a Holanda também revelou novas restrições às vendas no exterior de tecnologia de semicondutores, citando a necessidade de proteger a segurança nacional.

    O Japão esteve envolvido em discussões de três vias com os dois países, afirmou uma fonte familiarizada com as negociações anteriormente à CNN.

    A China criticou fortemente as restrições às exportações de tecnologia, dizendo no início deste mês que “se opõe firmemente” a tais medidas.

    Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, também reagiu ao último movimento do Japão.

    “Armar questões econômicas, comerciais e tecnológicas para desestabilizar deliberadamente a cadeia global da indústria só prejudicará os outros e prejudicará a si mesmo”, disse ela em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

    O Japão é o lar de vários produtores de equipamentos de fabricação de chips, incluindo Nikon e Tokyo Electron. As ações das empresas em Tóquio pouco mudaram nesta sexta-feira.

    A Nikon e a Tokyo Electron se recusaram a comentar.

    Em relatórios recentes para clientes, os analistas da Jefferies avaliaram as possíveis consequências dos controles de exportação japoneses para a China, observando que a Nikon “não previu um grande impacto”.

    Para a Tokyo Electron, o aperto também “é improvável que tenha muito impacto adicional, desde que não vá além das sanções dos EUA”, acrescentaram.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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