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    Justiça autoriza busca e apreensão de e-mails da direção da Americanas dos últimos 10 anos

    Decisão é uma resposta a um pedido feito pelo Bradesco

    Thais HerédiaFernando Nakagawada CNN

    A Justiça de São Paulo autorizou, nesta quinta-feira (26), a busca e apreensão de e-mails dos diretores e integrantes dos conselhos de administração e auditoria da Americanas dos últimos dez anos. A decisão é uma resposta a um pedido feito pelo Bradesco.

    A medida assinada pela juíza Andréa Galhardo Palma, da 2ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem da Justiça de São Paulo, também alcança as mensagens dos funcionários da área de contabilidade e finanças da varejista pelo mesmo período de uma década.

    Na decisão, a juíza cita que a medida foi adotada diante do risco de destruição de mensagens que podem ajudar a esclarecer o caso. “Diante da magnitude do fato e potencial responsabilização individual dos agentes envolvidos nas fraudes suspeitas, é razoável supor que provas relevantes e necessárias para verificar a ocorrência de fatos ilícitos correm risco de perecimento”, cita.

    A juíza Andréa Galhardo Palma reconhece que a Americanas criou um comitê independente para a apuração dos fatos, mas “diante da elevada possibilidade de responsabilização individual em diversas esferas (criminal, administrativa, cível) dos agentes envolvidos com a suposta fraude, não são improváveis os riscos de destruição ou inutilização de provas documentais como ‘e-mails, ofícios, relatórios internos, etc’”.

    Também foram nomeados pela juíza peritos para investigação contábil e perícia investigativa nesse caso.

    Procurada pela CNN, a Americanas informou que “aguardará ser notificada formalmente da decisão para adotar as providências cabíveis”.

    A CNN aguarda posicionamento do Bradesco.