Lira diz que vai se dedicar junto ao Congresso para discutir nova regra fiscal

Presidente da Câmara disse que pretende finalizar debates sobre o projeto na casa até dia 10 de maio

Diego Mendes, da CNN, São Paulo
Compartilhar matéria

Após reunião de apresentação da proposta de novo marco fiscal feita pelo governo nesta terça-feira (18), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou em entrevista coletiva à imprensa que não vai dificultar a votação da nova regra fiscal.

Lira afirmou que vai trabalhar e se dedicar com os líderes da Casa, pois, segundo ele, nada acontece sem o envolvimento dos líderes partidários. “Não é o presidente que determina a aprovação ou não. A gente somente vai fomentar as discussões, facilitar o debate e pautar o projeto em um tempo adequado.”

Segundo o presidente da Câmara, se tudo for como está esperando, irá fazer a nomeação do relator ainda nesta quarta-feira (19), direto a plenário. “Pedi todos os trâmites e ajuda aos líderes para que favoreça essa matéria e que aperte o debate para torná-lo público, com o texto já publicado com todos os seus detalhes para que a gente possa, ao longo dos dias, fazer esse debate o mais transparente possível.”

Na avaliação de Lira, a proposta atende bem as metas econômicas do país. “Nós não vamos antever problemas. As polêmicas e as situações de discussões internas caberão aos partidos políticos.”

 

 

Sobre os debates, ele acrescentou que irá tratar o tema com tranquilidade, transparência, muita discussão e franqueza. “As linhas mestras foram traçadas. Estão compatíveis, e nós esperamos entregar a melhor lei possível para estabilizar esse momento de muita inquietude no Brasil.”

Lira reforçou que tem um desafio e um compromisso de discutir uma reforma tributária no primeiro semestre. Por isso, considerou ser importante ter a regra fiscal como todas as condicionantes discutidas e votadas antes da reforma tributária.

“Se pudermos cumprir o prazo de até dia 10 de maio na Câmara, eu acho que atende bem e dá um debate num tema que você passaria mais o menos quase que 15 dias discutindo.”

O presidente da Câmara lembrou ainda que o texto deve ter, por obrigação, mais de 308 votos pelo menos. Ele mostrou que o quórum institucional é 257, mas vai procurar apoio acima deste número.

Referente aos caminhos para aprovação da nova regra, Lira disse que o governo não terá dificuldades. Questionado sobre a reforma tributária, que viria em seguida, ele esclareceu que será outra questão nacional e que outros interesses vão dificultar ou facilitar.

“Vai depender da nossa competência ao votar o arcabouço justo e de umas medidas saneadoras que sirvam de alicerce para ele. Se as medidas que servirão de alicerce para a manutenção de um arcabouço bom, correto e justo para o desenvolvimento do país, eu entendo que elas facilitaram a votação da reforma tributária. Elas anteciparão algumas discussões.”

À noite, Lira publicou em seu perfil em rede social que dará "celeridade à tramitação" do projeto.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais