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    Lojas Renner espera queda da inadimplência na Realize no 2° semestre, diz diretor

    Ações da varejista de moda valorizavam-se 1,08% na bolsa, revertendo perdas registradas nos primeiros negócios

    Unidade da Lojas Renner
    Unidade da Lojas Renner Divulgação/Renner

    da Reuters

    A Lojas Renner vê a taxa de inadimplência de seu braço financeiro Realize no primeiro semestre de 2023 próxima a do quarto trimestre de 2022, mas tem confiança de que o nível comece a cair a partir do terceiro trimestre, disse nesta sexta-feira (17) o diretor financeiro da companhia e de relações com investidores, Daniel Martins.

    “Teremos o primeiro semestre ainda pressionado em nível de inadimplência, ainda similares ao do quarto trimestre, mas seguimos confiantes de sua recuperação a partir segundo semestre de 2023”, disse ele em conferência de resultados com analistas.

    A taxa de inadimplência da Realize acima de 90 dias foi a 18,9% no quarto trimestre, ante 18,6% no trimestre anterior. A Lojas Renner disse em relatório de resultados na véspera que o nível “se manteve estável” como proporção da carteira.

    Às 13h07, as ações da varejista de moda valorizavam-se 1,08% na bolsa, revertendo as perdas registradas nos primeiros negócios, enquanto o Ibovespa cedia 0,41%.

    A Lojas Renner divulgou na véspera lucro líquido de R$ 481,8 milhões no quarto trimestre de 2022, alta de 15,9% ante um ano antes, ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado, em meio à queda de vendas em mesmas lojas e prejuízo com serviços financeiros.

    O presidente da varejista, Fabio Faccio, disse ainda que a empresa deve investir nominalmente em 2023 um valor próximo ao do ano passado, ao redor de R$ 1 bilhão. Segundo ele, o momento atual é de colheita de frutos dos investimentos realizados nos últimos anos, como aqueles referentes a um novo centro de distribuição em Cabreúva (SP).

    A expectativa de investimentos para este ano engloba previsão de abertura de cerca de 40 lojas, reformulação e modernização de pontos já existentes e empenho de recursos no segmento digital, disseram os executivos a analistas.

    Apesar das dificuldades encontradas no último trimestre, Martins disse que continua com a visão para o próximos anos de aumento anual de receita líquida de cerca de 13% a 15%, mas que, para 2023, o cenário macroeconômico pode impactar essa perspectiva.

    A Lojas Renner teve receita líquida do varejo praticamente estável no quarto trimestre em comparação anual, enquanto as vendas em mesmas lojas caíram 2,5%.

    A empresa atribuiu o resultado das vendas do varejo no trimestre a temperaturas mais baixas que o usual, um menor fluxo devido às eleições e a Copa do Mundo, assim como impacto da pressão inflacionária e do endividamento das famílias na demanda por roupas.