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    Lula afirma em reunião que pode ajustar meta fiscal, dizem líderes

    Ao lado de Haddad, presidente discutiu prioridades do governo com líderes da Câmara; ministro da Fazenda reforça busca pelo equilíbrio

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compara ataques a ônibus no Rio de Janeiro à Faixa de Gaza
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) compara ataques a ônibus no Rio de Janeiro à Faixa de Gaza REUTERS/Adriano Machado

    Gabriela PradoTainá Falcãoda CNN

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a líderes partidários que, se for preciso, pode ajustar a meta fiscal. O petista reforçou, no entanto, que ainda não há nada definido pela equipe econômica.

    A declaração, segundo apurou a CNN, foi durante a reunião desta terça-feira (31) do Conselho de Coalizão com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento).

    Segundo líderes, Lula agradeceu pelo que já foi aprovado e prometeu não contingenciar investimentos sociais de programas já anunciados. Ao mesmo tempo, pediu empenho pela aprovação de projetos prioritários nessa reta final do ano, com destaque para o PL da subvenção.

    A proposta muda a tributação de grandes empresas que recebem benefícios fiscais nos estados. Sem a nova lei, o governo pode perder até R$ 70 bilhões em arrecadação no próximo ano.

    Essa foi a primeira reunião do Conselho de Coalizão após a reforma ministerial promovida por Lula para acomoda integrantes do centrão. PP e Republicanos ganharam cargos no governo em setembro,

    A meta de Haddad

    A expectativa sobre como seria tratado o assunto déficit fiscal durante a reunião veio por conta das declarações do presidente Lula. Na última sexta-feira (27), o petista disse que o governo “dificilmente” conseguiria alcançar a meta de déficit fiscal zero em 2024. Aos líderes, Haddad afirmou que vai manter a busca pelo “equilíbrio”.

    O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou, no entanto, que o assunto não foi a pauta principal da reunião. “Não faz sentido fazer qualquer discussão sobre meta fiscal antes de concentrar sobre aprovação das medidas que geram arrecadação” disse Padilha.

    Veja também – Não há descompromisso fiscal da parte do presidente Lula, diz Haddad