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    Lula desiste de outros nomes e escolhe “Novo PAC” para batizar plano de infraestrutura, dizem assessores

    Conforme relatos feitos à CNN por assessores presidenciais, a Secom chegou a estudar algumas opções, mas nem o entorno de Lula ficou satisfeito com as possibilidades aventadas

    O PAC foi lançado em 2007 e uma continuidade do programa, o PAC 2, estreou no governo de Dilma Rousseff em 2011
    O PAC foi lançado em 2007 e uma continuidade do programa, o PAC 2, estreou no governo de Dilma Rousseff em 2011 Cláudio Reis/Enquadrar/Estadão Conteúdo

    Daniel Rittnerda CNN

    Brasília

    O governo desistiu de procurar um nome alternativo e resolveu batizar como “Novo PAC” o plano de investimentos em infraestrutura que pretende lançar nas próximas semanas.

    Em março, em uma cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou “criatividade” da Secretaria de Comunicação Social (Secom) na escolha de outro nome para o plano.

    Conforme relatos feitos à CNN por assessores presidenciais, a Secom chegou a estudar algumas opções, mas nem o entorno de Lula ficou satisfeito com as possibilidades aventadas. O presidente, então, aceitou finalmente prosseguir com o selo de “Novo PAC”.

    O nome faz referência às duas primeiras versões do Programa de Aceleração de Crescimento, assim batizado pelo então marqueteiro do PT, João Santana. O PAC foi lançado em 2007 e uma continuidade do programa, o PAC 2, estreou no governo de Dilma Rousseff em 2011.

    O “Novo PAC”, segundo a Casa Civil, deverá ser lançado no dia 11 de agosto. Já houve, no entanto, uma série de adiamentos.

    Auxiliares de Lula afirmam que é muito difícil formalizar o anúncio antes da aprovação completa do arcabouço fiscal. Da palavra final do Congresso dependerá o volume exato de investimentos públicos a ser liberado nos próximos anos. O Planalto trabalha com uma cifra de R$ 60 bilhões anuais.

    Nos últimos dias, pelo menos três projetos bilionários já foram anunciados pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, no “Novo PAC”.

    Um deles é o túnel Santos-Guarujá, que foi pensado originalmente como contrapartida à privatização do Porto de Santos (SP). O vencedor do leilão ficaria responsável pela obra.

    O governo se recusou a levar adiante o caminho da desestatização do porto, que era a ideia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seu então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por isso, agora incluiu o túnel no “Novo PAC”, como obra da União ou parceria público-privada (PPP).

    Em evento com governadores do Nordeste, nesta quarta-feira (26), Rui Costa também antecipou a inclusão de uma PPP para operar o sistema de transposição das águas do rio São Francisco.

    Outro empreendimento na lista é a Transnordestina, ferrovia que alcançará os portos de Suape (PE) e de Pecém (CE). A obra foi prometida originalmente para entrega em 2010, mas até hoje ainda está em construção.