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    À CNN, Guedes diz que não pretende acabar com deduções no IR

    Ministro afirma ter recusado eventual mudança quando o governo federal enviou ao Congresso Nacional a proposta de reforma tributária

    Gustavo Uribeda CNN

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse à CNN que não pretende retirar do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) a previsão de deduções com despesas médicas e educacionais.

    Segundo o ministro, ele próprio recusou essa mudança, que chegou a ser estudada quando o governo federal enviou, em 2020, ao Congresso Nacional a proposta de reforma tributária. Na ocasião, um estudo que estimou o impacto fiscal, caso a proposta fosse aprovada, não teve a validação do Ministério da Economia.”Essa alternativa foi recusada por mim e removida da reforma tributária há dois anos”, disse o ministro.

    Atualmente, a lei não estabelece um teto para os descontos com as despesas médicas no IRPF. O limite para a dedução com educação é de R$ 3.561,50 por dependente.

    A negativa de Guedes faz referência a uma matéria publicada nesta terça-feira (25) pelo jornal O Estado de São Paulo.  A reportagem traz a informação de que a equipe do ministro da Economia defendeu por escrito o fim dos descontos com despesas médicas e de educação no IRPF.

    A medida, de acordo com a publicação, representaria uma economia de R$ 30 bilhões para o caixa do governo e, assim, compensaria em parte as promessas que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem feito em sua campanha à reeleição. O documento teria sido elaborado pela equipe da área fiscal do ministério após o primeiro turno.

    Além de refutar a implantação da suposta medida, Guedes salientou ainda que a prioridade da equipe econômica sempre foi contribuir com a classe média e que o aumento da faixa de isenção para R$ 2.500 faz parte desse esforço.

    De acordo com Guedes, o Ministério da Economia tem estudos para diminuir a desigualdade social no país, como a criação de um Fundo de Reconstrução Nacional.

    Uma das ideias em estudo, segundo ele,  seria a venda de contratos de partilha geridos pela empresa estatal Petróleo S.A, o que renderia R$ 380 bilhões ao poder público para investir em medidas sociais.

    O Fundo de Reconstrução Nacional, como vem sendo chamado por aliados do presidente, teria por objetivo recompor a capacidade de investimentos públicos.

    Ele permitiria, segundo a campanha à reeleição, a retomada do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza.